terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Lula foi mais importante do que Blair", diz consultor


Marqueteiro do Rio-16 diz que participação do presidente foi crucial para triunfo

Mike Lee, "mago" da candidatura brasileira aos Jogos, diz que ama o Rio e que pretende prestar novos serviços ao comitê nacional


RODRIGO MATTOS
ENVIADO ESPECIAL da Folha de São Paulo A COPENHAGUE

Marqueteiro da campanha Rio-2016, Mike Lee tem como profissão controlar o fluxo de informações na mídia. Só aceitou dar entrevista à Folha acompanhado de um assessor do comitê de candidatura, que falasse português e pudesse tirar dúvidas sobre a tradução.

Ex-consultor político do partido trabalhista inglês, disse que o presidente Lula deve ter sido mais importante para a Rio-2016 do que Tony Blair para Londres-2012, criticou a candidatura de Chicago e minimizou a importância da mídia brasileira no processo.

FOLHA - Qual a diferença entre uma campanha política e uma campanha olímpica?
MIKE LEE - Nenhuma diferença.

FOLHA - Nenhuma?
LEE - São campanhas eleitorais. Seu trabalho é ganhar a eleição, fazer votarem em você.

FOLHA - Existe uma diferença entre as campanhas de Londres e do Rio. Mas Londres tem essa autoestima de cidade cosmopolita que organizou grandes eventos...
LEE - Londres nunca organizou algo como o Carnaval ou como o Revéillon do Rio. Quantos eventos de grande porte esportivos Londres organizou? Nenhum. Vocês fizeram o Pan-2007. Londres não fez isso.

FOLHA - Mas é reconhecida como uma cidade mais rica.
LEE - Nós tivemos essa candidatura atacada em massa pela mídia inglesa. E a coisa da mídia inglesa, comparando com a brasileira, é que ela vai para o mundo, por causa da língua.

FOLHA - Talvez pelo dinheiro...
LEE - Não por causa do dinheiro, 1.300 correspondentes vivem em Londres, todas as redes grandes. Se a mídia é dura em Londres, vai para o mundo. Chicago teve esse problema. Houve hostilidade da mídia brasileira, críticas injustas. Mas o mundo não estava lendo.

FOLHA - Então o senhor não acha que foi um desafio?
LEE - Foi um desafio diferente. Lula disse que os brasileiros têm que provar todo dia. Foi um pouco assim na campanha. Nós tivemos que ganhar todas as apresentações. A apresentação final, cada palavra, cada slide, cada segundo do vídeo, cada gesto, nós trabalhamos.

FOLHA - Em geral, como foi a relação com o presidente Lula?
LEE - Brilhante. Lula foi crucial. As pessoas falaram sobre o papel de Tony Blair, que foi bem importante para Londres-2012. Eu diria que Lula foi provavelmente mais importante para o Rio-2016. Ele trabalhou por dois anos. Não apareceu só no último dia, fez um discurso e acenou [como Barack Obama].

FOLHA - Você disse que é um campanha próxima da política. Ele é um político...
LEE - Fez coisas acontecerem. Não poderíamos dizer que o Rio está pronto e nossa economia está caindo. O Brasil é a 10ª economia no mundo e seremos a 5ª em 2016. A nova ordem mundial tem o G20, e o Brasil está na mesa central. O Brasil está em todas as mesas centrais, porque não na do COI?

FOLHA - Qual é o impacto da repercussão na mídia para o Rio e para Londres?
LEE - Em Londres, o impacto dos Jogos será bem menor do que no Brasil. O tempo foi certo [para o Rio]. Se olhar a apresentação, não dizíamos "vocês têm que vir para a América do Sul."

Dizíamos que foi uma jornada maravilhosa, 30 jogos na Europa, cinco na Ásia, dois na Oceania. Nove na América do Norte, sendo oito nos EUA. E, de repente, mostramos um continente com zero. O Rio está pronto para abrir uma porta ao movimento olímpico para a América do Sul. Isso foi crucial.

FOLHA - Isso ocorria desde o início [a favor do Rio]. Se fizesse certo, ganharia a candidatura.

LEE - Fazer certo realmente não é fácil. Fazer errado, como Chicago, também não é fácil. Mas nós fizemos certo.

FOLHA - Você vai continuar com o Comitê Organizador?

LEE - Eu gostaria. Não conheço São Paulo, mas amo Rio. Eu tenho grande respeito pelos líderes políticos e os líderes do comitê olímpico. Vamos fazer outros trabalhos juntos.

Rio-2010


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nasceu virado para a lua. É fato, goste dele ou não. Ontem, a estrela do petista brilhou mais uma vez, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.A associação de imagens será inevitável. Na campanha presidencial de 2010, “o cara” será lembrado como um dos generais responsáveis pela vitória brasileira na disputa pelo direito de organizar a mais importante competição esportiva do planeta. Um triunfo consumado sobre rivais do porte da cidade de Chicago, representada pelo primeiro-casal americano Barack e Michelle Obama.

Logo após o anúncio da decisão, o presidente deu o tom do discurso a ser entoado até as urnas. Suado, olhos marejados, gravata em tons de verde e amarelo, apostou as fichas no nacionalismo, no orgulho de ser brasileiro, como fizera na divulgação das regras de exploração de petróleo da camada pré-sal — por sinal, outro presente que o destino lhe deu. Naquela ocasião, Lula falou que o Brasil declarara sua “segunda independência” com a descoberta das reservas do “bilhete premiado”. Ontem, reforçou a ideia. Disse que o país, agora uma sede olímpica, atingira a cidadania em nível internacional. Saíra da segunda classe para o primeiro mundo. Derrubara o último preconceito que lhe fustigava. Enfim, provara a força e a grandeza do povo brasileiro.


E, em 2010, empunhará a bandeira do patriotismo. Candidata de Lula ao Palácio do Planalto, a “mãe do PAC” afirmou que a escolha do Rio como anfitrião dos Jogos Olímpicos provava a influência brasileira no cenário internacional. Dilma foi além. E anunciou um Brasil potência a partir de 2011, quando espera receber do chefe petista a faixa presidencial. As declarações dela foram dadas na própria capital fluminense. Depois, reforçadas numa entrevista a um dos mais importantes canais de televisão dedicado ao esporte.

Diante das câmeras, Dilma trajava uma camisa amarela com detalhes verdes e os dizeres: “I love Rio”. Nada mais apropriado para uma pré-candidata. Nada mais apropriado para o terceiro maior colégio eleitoral do país.

Estrela

Sorte de uns, azar de outros. Durante a semana, líderes da oposição diziam torcer pelo Rio, mas se mostravam incomodados com a possibilidade de a vitória carioca ser creditada na conta de Lula. Afinal, já bastavam o pré-sal e a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Fato consumado, resta agora a definição de uma estratégia em reação à euforia do presidente, para impedi-lo de nadar de braçadas. Nos últimos meses, integrantes de PSDB e DEM ensaiaram ridicularizar o “ufanismo” lulista. Lembrar que o “patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Aparentemente, esse plano foi abandonado. Primeiro, porque pode soar impopular.

Segundo, porque alimentaria a insinuação petista segundo a qual os oposicionistas torcem contra o povo brasileiro. Ontem, no Twitter, tucanos e democratas preferiram pegar carona na festa. Defenderam a tese de que o resultado é o desfecho de um processo iniciado anos atrás, como a redução da desigualdade de renda e o fortalecimento da Petrobras. “O trabalho realizado pelo Cesar Maia (DEM, ex-prefeito do Rio) possibilitou e muito ao Rio se tornar sede das Olimpíadas de 2016”, postou o líder democrata na Câmara, Ronaldo Caiado (GO). “Rio, Brasil! E vamos nós”, comemorou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pré-candidato à Presidência.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Lula teve ‘visão correta’ ao falar que crise era ‘marolinha’, diz ‘Le Monde’


Segundo jornal, governo foi ‘preciso em estratégia concentrada no apoio do mercado interno’.

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão “bastante correta” ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma “marolinha”, diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira.

O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real.

“A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno. As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais”, afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada.

No artigo, intitulado “A retomada do crescimento mundial se baseia nos Brics”, o Le Monde traça o panorama econômico dos países do grupo - Brasil, Rússia, Índia e China - um ano após a queda do banco Lehman Brothers, considerada o marco da atual crise financeira global.

Outros países

“É para os grandes países emergentes que se direciona hoje a esperança de que a fase de recuperação do nível de vida vai se acelerar. E que seus modelos de crescimento, até hoje essencialmente baseados nas exportações, vão progressivamente dar lugar a um novo modelo de desenvolvimento, garantindo mais importância à demanda interna”, diz o jornal.

Sobre a China, o Le Monde afirma que a previsão de crescimento de 8% para o PIB de 2009 deve ser atingida, mas ressalta que o modelo econômico do país favorece o investimento em detrimento do consumo.

O diário francês lembra que a Índia conseguiu manter um crescimento sustentado, principalmente nos setores de indústria e serviços.

Já a Rússia, tida como o país mais atingido dos Brics pela crise, também parece estar se recuperando, de acordo com o Le Monde, com um aumento do PIB nos últimos meses.
BBC

Professora Carmelita altera lei que regulamenta o funcionamento do Conselho Tutelar


A pedido de setores da comunidade um vereador apresentou Projeto de Lei que alteraria o funcionamento da Política Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. No projeto o vereador fazia mudança na lei que já existia, mas que no entender na Vereadora algumas mudanças estavam equivocadas e mereciam sua interferência. Pela nova lei, o Vereador exigia que os Conselheiros do Conselho Tutelar tivessem curso superior completo, se afastassem de suas atividades para tratarem de saúde sem perder seus salários, que os mandatos diminuíssem para 2 anos e outras mudanças que não agradaram outros munícipes, que procuraram a Vereadora Professora Carmelita e pediram sua interferência com o objetivo de evitar o que eles consideraram distorções.

Então ela primeiro pediu ao Vereador que apresentou a emenda, que mudasse os equívocos, no que foi prontamente atendida e uma das maiores divergências foi mudada. Não será mais preciso ter curso superior para ser Conselheiro em Ilhéus.

Alem disso ela apresentou também emendas de sua própria autoria, que alterariam o projeto original. O projeto de Professora Carmelita deixa o mandato em 3 anos, só aceita o afastamento do conselheiros para tratamento de saúde, com o devido comprovante médico através de Laudo e o mais importante: cria mais um conselho tutelar em nossa cidade, pois a lei nacional permite que cidades maiores como Ilhéus tenham mais de um Conselho Tutelar.

Mais uma vez professora Carmelita interfere com importância na vida da Sociedade de Ilhéus.

MARCO MACIEL (DEM) MANTEVE PRESIDIÁRIO COM SALÁRIO PAGO PELO SENADO


Marco Maciel manteve presidiário recebendo salário do Senado

"O funcionário que recebeu salário do Senado Federal mesmo durante o período em que ficou preso trabalhava no gabinete de Marco Maciel (DEM-PE). A informação foi confirmada na noite desta quarta-feira (16) pela assessoria de imprensa do parlamentar.

"Aqui um encobre o outro", afirma Virgílio durante nova discussão com Renan"

Crise no Senado voltou a dar o ar da graça no plenário nesta quarta-feira (16). A discussão envolveu novamente os líderes do PSDB, Arthur Vírgílio (AM), e do PMDB, Renan Calheiros (AL). Hoje, o tucano cobrou de Calheiros que revelasse o nome do senador que teria mantido um presidiário recebendo salário do Senado Federal durante dois anos. A acusação havia sido feita pelo peemedebista também durante a sessão desta terça.

A denúncia foi feita pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), no plenário do Senado, na terça-feira (15), durante a votação da reforma eleitoral. No entanto, ele não revelou o nome do senador envolvido no episódio.

O assunto voltou ao plenário nesta quarta-feira, quando o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), exigiu que o peemedebista revelasse o nome do senador que teria mantido o salário do servidor preso.

"Eu acho que é dever do senador Renan Calheiros, sob pena de prevaricação, declinar o nome do senador. Temos que começar a aclarar as coisas, porque é um absurdo que alguém mantenha um presidiário vivendo à custa do Senado", disse.

Segundo a assessoria de Maciel, à época foi instaurado um processo administrativo disciplinar para se apurar as responsabilidades sobre o caso. Os responsáveis já estariam ressarcindo os cofres do Senado pelo pagamento indevido.

Uma entrevista foi marcada para esta quinta-feira para que a chefia de gabinete dê mais detalhes sobre o caso.

De acordo com o "Blog do Pannunzio", a prisão teria ocorrido em 1994, ano em que Marco Maciel renunciou ao cargo de senador para a campanha à vice-presidência da República. Seu suplente era Joel Holanda Cordeiro."

FONTE: reportagem de Claudia Andrade, do portal UOL Notícias, publicada esta noite (16/09).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

BLOG DO LATINHA:A ENCRUZILHADA HISTÓRICA DE GEDDEL


Marco Venicio Lelis Costa

“ A argumentação de que Geddel entrou na campanha de 2006 para ajudar Wagner a derrotar o Carlismo é falsa, pois o mesmo não quis assumir a vaga de senador no lugar de João Durval, já que quase ninguém acreditava na possível vitória de Wagner.

Geddel optou pela garantia de deputado federal e não pelo senado.

Veja também a lógica da vice que ficou para Edmundo depois de muita discussão em que a disputa precisava de uma pessoa que fosse do PMDB e do sertão baiano, repetindo assim a chapa vitoriosa Waldir/Nilo, tendo como garantia de não ter nenhum prejuízo o lançamento da candidatura de sua esposa para deputada estadual.

Esses dois fatos demonstram que Geddel não acreditava na vitória de Wagner e fazia uma política de sobrevivência, transformando-se no futuro em uma alternativa ao Carlismo, criando um campo de centro na Bahia, coisa que na nossa recente história não deu certo.

O nosso povo está acostumado a votar a favor ou contra ACM, portanto ainda é cedo para quebrar esta lógica, senão vejamos: O recente crescimento da liderança de Geddel é falso e pode voltar contra ele mesmo, porque quem entrou no PMDB nesse período foram os adesistas que estavam procurando um novo caminho para si ou para o seu município, que acompanhavam o Carlismo desde muito tempo e não tinham como sobreviver politicamente sem o apoio do governo estadual.

O PMDB, partido construído com muita simpatia por todos aqueles que lutaram contra a ditadura militar, é uma frente política formada por militantes que hoje estão na ativa e que passaram por um determinado período no partido, tendo também no seu seio aqueles que apoiaram o Regime Militar e estão com vontade de se reciclar, querendo militar por um período neste partido.

Não tenho dúvidas que o PMDB é um partido respeitado e admirado pelo povo brasileiro, mas esse mesmo povo que o admira, não concorda com esta atitude de Geddel de transformar sua estratégia em uma política de todo o PMDB.

Uma boa parte dessa militância voltará à sua origem, apoiando Paulo Souto. A outra parte, quer continuar com Wagner, porque sabem que o momento não é de dispersar forças, o nosso inimigo ainda não está completamente derrotado, continua poderoso e com muita vontade de voltar ao poder, lembra de 1990?

Portanto, Geddel não apoiou Wagner acreditando que ele iria ganhar as eleições 2006, mas sim numa estratégia de queimá-lo, transformando-se em alternativa para 2010.

O tiro saiu pela culatra, Wagner ganhou a eleição e o PMDB baiano só fez um deputado federal e seis estaduais.

Isto mostra a tática política de lançamento de vários candidatos a deputado estadual com o objetivo eleger um só federal, o próprio.

No embate atual só há dois caminhos para Geddel – voltar ao palanque de Wagner ou apoiar Paulo Souto e o Carlismo.

Ainda não temos uma terceira via, é muito cedo para experimentarmos uma nova realidade. O povo vai decidir em continuar com o governo popular ou voltar ao passado carlista”

Secretaria da Justiça da Bahia divulga programação das homenagens a Carlos Lamarca


Agora é oficial. Press-release da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia informa que o secretário Nelson Pellegrino, reafirmando a necessidade de apoiar ações que resgatem a verdadeira história das lutas políticas por democracia na Bahia, está participando, em parceria com a prefeitura de Brotas de Macaúbas, interior da Bahia, da programação que relembra o 38° aniversário dos assassinatos de Carlos Lamarca e Zequinha Barreto ocorridos em 17 de Setembro de 1971.
Do ato político programado para o dia 19 de Setembro (sábado), quando o prefeito da cidade, Litercílio Júnior, sancionará lei instituindo feriado municipal no dia 17 de setembro, dia em que o Capitão Lamarca e Zequinha Barreto foram assassinados, vão participar ministros, secretários de estado e parlamentares.

Confirmaram presença o Ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o ex-Ministro José Dirceu, o ex-Ministro e ex-Governador da Bahia Waldir Pires; o Presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos, Marco Antônio Rodrigues Barbosa.

Na comitiva das autoridades estaduais são citados Nelson Pellegrino, da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; Walter Pinheiro, do Planejamento, Afonso Bandeira Florence, do Desenvolvimento Urbano e Júlio Rocha, Diretor Geral do Instituto de Gestão das Águas e Clima do Estado da Bahia (INGA).

Também estarão presentes os deputados federais Emiliano José e João Paulo Cunha, além de deputados estaduais, prefeitos e vereadores de cidades da região.

Consta da programação a inauguração das sedes do Instituto Zequinha Barreto: Formação, Pesquisa e Assessoria, Cineclube Carlos Lamarca.

Uma caravana vai visitar a localidade Pintada (município de Ipupiara), locval onde foram fuzilados Zequinha Barreto e Lamarca, e também Buriti Cristalino (município de Brotas de Macaúbas) onde vivia a família Barreto, palco do assassinato de Luiz Antônio Santa Bárbara e Otoniel Campos Barreto.

Em Buriti Cristalino serão inaugurados o Centro de Memórias Luiz Antônio Santa Bárbara e a extensão do Instituto Zequinha Barreto.

http://www.bahiadefato.blogspot.com/

Graças a Lula e ao PT, Internet segue livre nas eleições


A proposta do senador Eduardo Azeredo (PSDB) de censurar a Internet nas eleições foi derrotada. Também a proposta do senador Marco Maciel (DEM) de cercear a Internet foi derrotada. PSDB e DEM foram derrotados. Quem saiu ganhando politicamente por defender a Internet livre foram o presidente Lula e o PT.Antes da decisão do Senado, que acabou aprovando a emenda do senador Aloísio Mercadante (PT-SP) retirando as restrições do Parecer dos relatores (do PSDB e do DEM), o presidente Lula defendeu que o uso da Internet deve ser livre nas campanhas eleitorais: “durante anos os políticos lutaram pela liberdade de expressão e agora não podem trancar as inovações tecnológicas. Seria loucura proibir o uso da web nas eleições”.

Lula disse mais: “Tentar proibir isso é loucura. Eu acho que a eleição não pode ser uma coisa que cause tanto medo a algumas pessoas que querem proibir. Vivemos a vida inteira com liberdade política, liberdade de organização, partidária, de expressão, de comunicação, e agora, você começa a trancar isso? Fui muito vítima disso e acho que tem que ser livre mesmo”.

Para Lula, os internautas devem ter o direito de procurar e ter acesso a informações sobre os candidatos. “É importante que as pessoas saibam quem é o candidato, que a vida das pessoas seja futucada na Internet porque tem coisas boas e ruins. Vamos dar aos internautas o direito de viajar e de descobrir mais coisas”. Para ele, “a gente tem que normatizar sem proibir a liberdade da Internet”

Lula disse isso tudo num dia, e no outro o Senado votou a liberação da cobertura eleitoral pela Internet: “É livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores – Internet – assegurado o direito de resposta”.

Isso precisa ser dito: ganhou Lula, ganhou o PT, e perderam o PSDB e o DEM.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Brasil tem uma das maiores recuperações pós-recessão; veja dados


FABRÍCIA PEIXOTO
da BBC Brasil

O crescimento da economia brasileira, de 1,9% no segundo trimestre, representa um dos melhores resultado entre os países que estavam em recessão, segundo dados da agência de classificação de risco Moody's e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A maior recuperação do trimestre foi registrada pela Turquia (+ 2,7%), onde a economia encolheu durante quatro trimestres consecutivos. No Brasil, no entanto, foram dois.

Entre os países desenvolvidos, o que mais cresceu no segundo trimestre, em comparação ao primeiro trimestre do ano, foi o Japão, com alta de 0,9%. O país vinha apresentando um PIB (Produto Interno Bruto) negativo desde o segundo trimestre de 2008, antes mesmo do agravamento da crise, em setembro do ano passado.

"O Brasil não apenas ficou pouco tempo em recessão, como também apresentou um dos maiores crescimentos no trimestre", diz Alfredo Coutinho, diretor para América Latina da Moody's.

Enquanto no Brasil o crescimento foi puxado pelo consumo interno, no caso japonês o resultado foi impulsionado pela demanda externa, principalmente da China, e por maiores gastos do governo.

Europa

Alemanha e França também já tiraram o pé da recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda no PIB. As duas economias cresceram 0,3% cada.

Apesar do crescimento desses dois países, a União Europeia como um todo ainda se encontra em recessão. A economia do bloco encolheu 0,2% no segundo trimestre.

Uma das razões está no consumo das famílias. Com o aprofundamento da crise, os europeus deixaram de comprar. Investimentos e exportações também continuam negativos.

A Grã-Bretanha, um dos países mais afetados pela crise financeira internacional, registrou uma queda de 0,7% do PIB no segundo trimestre.

Américas, Índia e China

Pelo levantamento da Moody's, o Brasil é o primeiro país da América Latina a sair de uma recessão neste ano.
Chile e México, dois dos principais países da região, ainda estão com dados negativos. O PIB chileno caiu 0,5% no segundo trimestre, enquanto o México registrou resultado ainda pior: queda de 1,1%.

Os Estados Unidos, foco da crise atual, continuam em recessão. A economia americana vem encolhendo desde o terceiro trimestre do ano passado.

No segundo trimestre deste ano, o PIB dos Estados Unidos caiu 0,3% em comparação aos primeiros três meses de 2009.

Enquanto isso, China e Índia seguem em crescimento. O ritmo da expansão diminuiu, mas os dois países estão entre os poucos do mundo que não entraram em recessão.

No segundo trimestre deste ano, a economia chinesa cresceu 7,9% em comparação ao 2º trimestre de 2008, enquanto a Índia cresceu 6,1%.

Segundo Alfredo Coutinho, no entanto, os dados desses dois países, assim como os da Rússia, não consideram a sazonalidade e, portanto, não são comparáveis com a maioria dos países.

http://blogentrelinhas.blogspot.com/
Faltam quatro dias para que a profecia da Folha de S. Paulo sobre o contágio de 35 milhões de brasileiros com a gripe suína se concretize. O jornal escreveu, em 19 de julho, que nos dois meses subseqüentes este montante de pessoas seria infectado. Este blog espera ansiosamente ler, no dia 19 de setembro, os dados consolidados sobre a doença no Brasil. E espera que saia na primeira página, com o mesmo destaque da irresponsável matéria publicada em julho. Ou pelo menos na seção erramos (que alguns coleguinhas mais sarcásticos costumam chamar de “cagamos”). Vamos aguardar...

publicado em: http://blogentrelinhas.blogspot.com/

Brasil criou mais de 150 mil empregos em agosto


O Ministério do Trabalho divulga oficialmente depois de amanhã (5ª feira, 17.09), mas o presidente Lula e o ministro Carlos Lupi já anteciparam que mais de 150 mil empregos formais (com carteira assinada) foram criados no mês de agosto, conforme indicam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

"Certamente vamos bater outra vez recorde de criação de empregos. Deve ser por volta de 150 mil empregos. Enquanto o mundo inteiro está tendo desemprego, vamos chegar ao fim do ano com quase um milhão de empregos novos criados com carteira assinada", destacou o presidente da República.

O número é 0,43% maior do que o registrado no mês anterior, ainda que menor do que o de julho de 2008, quando foram criados 203.218 postos. No acumulado desse ano, de janeiro a julho, o Brasil criou 437.908 postos de trabalho. Com a retomada do crescimento a partir de abril e a recuperação no nível de emprego a partir de julho, o governo mantém a previsão de fechar 2009 com a criação de 1 milhão de vagas, de acordo com os dados disponíveis no Ministério do Trabalho.

A volta da criação de empregos formais e as greves de bancários e metalúrgicos iniciadas semana passada em São Paulo e que se alastraram por diversos Estados - havia 14 mil metalúrgicos parados na 5ª feira passada - são, para mim, o sinal mais claro da confiança dos trabalhadores na nossa economia que voltou aos trilhos e retomou o rumo do crescimento desde o início do segundo semestre deste ano.

Imprensa abandona o DEM, que reclama:“Sem a imprensa fica difícil surgir mais informações contra a estatal”


Oposição e imprensa esqueceram por completo a CPI do PSDB. A imprensa que tanto pressionou a oposição para criar a CPI, abandonou PSDB e DEM. A oposição reclama da imprensa:O senador ACM Júnior (DEM) explicou que a oposição contava com a "colaboração da imprensa", para fazer novas denúncias e que sem isso "fica difícil surgir mais informações contra a estatal". "Botamos fé na imprensa", comentou.

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), prevista para hoje foi adiada para a próxima semana, sem que a oposição esboçasse resistência. Com amplo controle da bancada governista, a CPI não gerou o constrangimento nem preocupação no governo, como queriam os tucanos, demos e imprensa. Nos bastidores, a comissão é conhecida como a CPI do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo e relator da comissão: ele controla as sessões e interfere em todos os depoimentos.

A estratégia da base governista deu certo. Até mesmo a oposição tem se ausentado das reuniões. Na terça-feira da semana passada, audiência marcada para debater obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, começou com mais de meia hora de atraso, e assim mesmo por iniciativa do presidente da comissão, senador João Pedro (PT-AM), sem a presença da maioria dos integrantes da comissão. Apenas um senador da oposição estava presente. O mesmo cenário marcou as duas sessões anteriores. Dois meses depois da instalação da CPI, a imprensa esqueceu as manchetes espetaculosas

O esvaziamento político da comissão é percebido não só nas cadeiras vazias da sala de audiências, mas também nos debates e na falta de denúncias apresentadas pelos senadores do PSDB e do DEM contra a Petrobras.

Hoje estava prevista a realização da sétima reunião para ouvir depoimentos, mas Jucá (PMDB-RR), adiou o encontro para a próxima semana. O líder do governo passou o dia de ontem em atividades com o Presidente Lula em Roraima e pediu "a compreensão" dos senadores na semana passada, pois acreditava que não conseguiria chegar em tempo a Brasília para comandar a reunião.E não chegou mesmo

Na oposição o que se vê é desânimo com a comissão. Não temos muitas denúncias concretas contra a Petrobras. Até mesmo o Tribunal de Contas da União ainda está revendo as irregularidades", comentou ACM Júnior: "Mas ainda não jogamos a toalha", reclamou o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior. (DEM-BA), um dos três titulares da oposição na CPI.

Nos bastidores, senadores da oposição creditam ao PSDB a falta de empenho na comissão. "Desde o começo o PSDB estava dividido em relação à CPI. Não queriam", comentou um oposicionista. "Muitos senadores podem se comprometer ao criticar empresas que financiam suas campanhas", explicou outro parlamentar. "Imagina Sérgio Guerra criticar uma refinaria que está sendo construída no Estado dele", continuou o senador, referindo-se ao presidente do PSDB, eleito por Pernambuco, onde está sendo construída a refinaria Abreu e Lima.

Senadores do DEM e do PSDB agora apostam na próxima fase da comissão, na investigação de patrocínios e contratos com ONGs para retomar as denúncias contra a Petrobras. ´São denúncias que têm mais visibilidade política, apesar de não serem tão graves", explicou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), na semana passada, ao sair da comissão. Na próxima fase, com início no dia 22, deverá ser ouvido o gerente de Comunicação Wilson Santarosa. "Vamos acabar ´mordendo´ alguma coisa nessa fase", disse ACM Jr. O senador explicou que a oposição contava com a "colaboração da imprensa", para fazer novas denúncias e que sem isso "fica difícil surgir mais informações contra a estatal". "Botamos fé na imprensa", comentou.

Os governistas comemoram o resultado da CPI. "O governo estava preparado e demonstrou que os instrumentos usados até agora foram corretos", comentou Delcídio Amaral (PT-MS), ex-diretor da Petrobras. A base governista, além de ter maioria, comanda a comissão. O presidente da CPI é o senador João Pedro (PT-AM) e o relator é Romero Jucá. O controle do líder do governo na comissão é tamanho que nos bastidores a comissão chegou a ser conhecida como a "CPI do Jucá": o pemedebista aprovou seu plano de governo na primeira reunião e rejeitou quase todos os requerimentos da oposição.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mesmo na crise, pobres migram para classe média


A crise econômica não interrompeu o processo de expansão da classe média brasileira, revela estudo feito pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE . A população economicamente ativa incluída na classe C (pessoas com renda domiciliar de R$ 1.115 a R$ 4.807) representava, em julho, 53,20% do total, crescimento de 2,5% sobre a proporção verificada em julho de 2008.

Ao mesmo tempo, a classe AB (renda superior a R$ 4.807) teve retração de 0,5%. Em julho, representava 14,97% da população, de acordo com os dados da FGV. A classe D (entre R$ 804 e R$ 1.115) diminuiu 4,1% em relação a julho do ano passado, significando 13,51% dos brasileiros. A classe E (renda inferior a R$ 804) apresentou recuo de 3,3% em um ano, passando a representar 18,32% da população.

"No período pré-crise, em cinco anos, houve crescimento de 35% da classe AB e de 23% da classe C. No pós-crise, a boa notícia é que houve algumas perdas iniciais já recuperadas. Hoje, a classe AB está 0,5% abaixo de um ano atrás, e a classe C está 2,5% acima. Ou seja, a crise não afetou o bolso do brasileiro comum", afirmou o coordenador do estudo, Marcelo Neri.

Neri explicou que está havendo uma recomposição da classe AB, sem perdas significativas. Ele frisou que o aumento da classe C é resultado, basicamente, de pessoas oriundas das classe mais baixas (D e E). O economista acrescentou que as chamadas periferias mantiveram um bom ritmo de atividade econômica durante a crise, sendo menos afetadas que os grandes centros urbanos.

"A peça-chave contra a crise brasileira é a classe média, é o poder de compra construído nos últimos anos. Então, as periferias conseguiram aumentar suas rendas nos últimos anos, isso segurou a atividade econômica dessas áreas na crise. Esse mercado interno gera atividade, e atividade gera emprego e mercado interno", comentou Neri.Valor Econômico

Usinas eólicas começam a sair do papel

A Siif Énergies inaugura hoje sua terceira usina no país e pretende concluir outras duas até meados de 2010. Apesar desses investimentos, a geração eólica no país representava apenas 0,1% da oferta total de energia em 2008. Com a inauguração de hoje, a capacidade nacional de geração eólica passará a ser de 547,6 MW.

Convicta de que ventos favoráveis começam, finalmente, a soprar a favor da produção de energia eólica no Brasil, a Siif Énergies inaugura hoje sua terceira usina deste tipo no país, a terceira no Ceará, em evento que deve contar com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até meados de 2010, a empresa que tem como acionistas o Citigroup, Liberty Mutual e Black River pretende cortar a fita de outros dois empreendimentos, um Ceará e outro no Rio de Janeiro. Juntas, as cinco usinas terão capacidade instalada de 342 megawatts (MW), a um investimento de R$ 1,7 bilhão. A companhia, no entanto, já tem engatilhados projetos para gerar mais 400 MW, que representarão R$ 2 bilhões em investimentos.

Apesar do grande potencial dos ventos brasileiros, a geração eólica ainda é discretíssima no país, representando ínfimo 0,1% da oferta total de energia em 2008. Com a inauguração do parque de Praia Formosa, no município de Camocim (CE), a capacidade nacional de geração eólica passará a ser de 547,6 MW.

Mesmo com o volume ainda baixo, os participantes do setor, caso da Siif, já enxergam um cenário melhor. O otimismo está baseado, principalmente, no primeiro leilão exclusivo de energia eólica do Brasil, que será realizado pelo governo federal no dia 25 de novembro. Foram credenciados para a disputa 441 projetos, que juntos somam uma capacidade de 13.341 MW, volume quase duas vezes superior ao que será gerado nas duas hidrelétricas do rio Madeira (RO).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Fundação Perseu Abramo - Um projeto político e cultural

Fundação Perseu Abramo - Um projeto político e cultural

A Fundação Perseu Abramo (FPA) foi criada em 1996 pelo Partido dos Trabalhadores para desenvolver projetos de caráter político-cultural. Recebeu o nome de Perseu Abramo para homenagear o jornalista e professor universitário que participou da fundação do PT e sempre trabalhou para a construção do modo petista de refletir e formular.

A FPA é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Busca articular o diálogo do pensamento progressista com a tradição do socialismo democrático e com a cultura popular, contribuindo para a constituição de uma nova cultura política brasileira.


Clic aqui para conhecer o site da Fundação: http://www2.fpa.org.br/portal/


Sobre Perseu Abramo

Perseu Abramo nasceu em São Paulo (SP), em 17 de julho de 1929. Fez os estudos secundários no Ginásio do Estado da Capital e no Colégio Estadual Presidente Roosevelt. Em 1959 formou-se no curso de ciências sociais da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, como bacharel e licenciado em sociologia. Em 1968 obteve o grau de mestre em ciências humanas na Universidade Federal da Bahia. Cedo iniciou suas atividades no jornalismo.

De 1962 a 1970 dedicou-se, principalmente, a atividades de magistério superior, mas, como free lance, colaborou com diversas publicações da Editora Abril, principalmente na série de fascículos "Os Grandes Personagens da Nossa História".

Em 1970 ingressou na Folha de S. Paulo, onde também exerceu várias funções: coordenador de serviços redacionais, editor de Esportes, editor da Folha Ilustrada e, principalmente, desde 1972, editor de Educação, seção que montou e dirigiu durante sete anos, e que teve grande êxito na imprensa da época. Em 1979 foi demitido da Folha, em função da greve dos jornalistas, de que participara ativamente.

Trabalhou no semanário político Movimento, de 1980 até seu fechamento, em 1981.

De 1981 a 1983 editou o Jornal dos Trabalhadores, órgão do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, e também foi responsável pela segunda fase do Boletim Nacional e outras publicações avulsas do PT.

De 1965 a 1970 lecionou na Universidade Federal da Bahia, onde ministrou cursos de sociologia geral e aplicada na Escola de Administração e na Faculdade de Filosofia e em cursos de pós-graduação.

Em 1970 também lecionou na Escola de Sociologia e Política, em São Paulo.

Sem nunca se afastar da militância de base, foi sistematicamente eleito como delegado para representação dos núcleos e diretórios do PT nos encontros municipais, estaduais e nacionais, participou de todos os encontros nacionais do partido, só deixando de comparecer ao X Encontro (1995), em Guarapari, por motivo de doença. Nesses encontros, participava politicamente nos debates e através da elaboração de documentos básicos, teses e diretrizes, mas também da parte de organização, secretaria e presidência de mesas, feitura de atas e redação preliminar de resoluções.

A mesma combinação de trabalho político e organizativo caracterizou sua participação nos postos de direção que ocupou no Diretório e na Executiva Nacional do PT ao longo dos seus 16 anos de militância, como segundo secretário da Comissão Executiva Nacional, secretário nacional de imprensa e propaganda e, finalmente, secretário de formação política.

Perseu Abramo morreu em 6 de março de 1996, aos 66 anos.

Senadores com medo de convocar Dilma para falar sobre o pré-sal


Todas as vezes que chamaram a ministra Dilma Rousseff ao Congresso, ela se saiu bem, saiu engrandecida, ao desfilar sua toda a sua capacidade técnica, e preparo para o debate.

Foi assim quando ela foi falar do PAC. Não foi apenas José Agripino Maia que se deu mal (ao fazer apologia da confissão sob tortura). Todos os demais senadores receberam uma aula sobre investimentos e gargalos de infra-estrutura em seus respectivos estados.

Agora estão todos com medo de convidar Dilma para falar sobre o pré-sal. Sabem que qualquer exposição da ministra acaba engrandecendo ela, acaba tornando um palanque involuntário.

Por isso os senadores já trataram de chamar o ministro das Minas e Energia Edison Lobão, em audiência pública conjunta da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e da Comissão de infra-estrutura.

Se a base governista for esperta, trata de convidar Dilma, também.

Sensus: Para maioria, Brasil sai fortalecido da crise


Aprovação de Lula é de 76,8%

Mesmo com as seguidas crises enfrentadas nos últimos meses, reais ou artificiais, o governo Lula continua com altos índices de aprovação, revela pesquisa da CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (8).

Segundo o levantamento, a avaliação positiva do governo é de 65,4%; a regular é de 23,9%; e a negativa de apenas 7,2%. Em maio, data da pesquisa anterior, os números eram 69,4%, 23,9% e 5,8% respectivamente.

A aprovação do desempenho do presidente também continua alta: 76,8%, contra 18,7% que desaprovam. Em maio, os números eram 81,5% e 15,7%.

Nos dois casos, as diferenças esão muito próximas da margem de erro, que é de três pontos percentuais.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro com 2 mil pessoas em 24 Estados de todas as regiões do país.

Crise mundial e gripe suína

Para a maior parte dos entrevistados (48,8%), o Brasil está combatendo adequadamente os efeitos da crise econômica mundial. Os que consideram inadequadas as medidas adotadas pelo governo somam 27,4%.

Também para a maioria (59,4%), o Brasil sairá fortalecido da crise, enquanto 18% acham que sairá enfraquecido. Para 15,6%, sairá igual.

Quanto às ações contra a gripe suína, 52,4% dos entrevistados consideram que foram adequadas, contra 42,1% que acham o contrário.

Eleições

A CNT/Sensus também voltou a pesquisar a intenção de voto para eleições presidenciais de 2010.

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, continua bem colocada em todos os cenários. Na disputa direta com José Serra (PSDB), Heloisa Helena (PSol) e Marina Silva (PV), ela está em segundo com 19%.

Com Aécio Neves no lugar de Serra, Dilma aparece em primeiro, com 23,3%.

Para ver a íntegra da pesquisa, clique aqui .

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PETISTAS TOMAM POSSE NO CONSELHO MUNICIPAL MUNICIPAL DO DIREITO DAS MULHERES



Em solenidade na Prefeitura de Ilhéus, neste 10 de agosto, as 10 horas, diversas companheiras do PT tomaram posse no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher - CMDM.

O Conselho é um órgão consultivo, fiscalizador e propositivo sobre as políticas Publicas voltadas para as mulheres, com independência política e administrativa em relação à Prefeitura.

O CMDM foi reformulado por Lei apresentada pela Vereadora Prof.ª Carmelita (PT) passando a ter maior participação da sociedade civil. Na nova composição várias companheiras filiadas ao Partido dos Trabalhadores, representando as entidades que participam, tomaram assento no Conselho. São Conselheiras: Paula Regina, Prof.ª Carmelita, Prof.ª Jaciara, Zildete, Nádia, Maria D’Ajuda e Jane.

Vários companheiros do PT prestigiaram a posse das companheiras, Adeilton (Sec. Geral do PT), Edson Vieira, Eduardo Morcegão, Ciro Nonato, Nazareno, Rafael e Marlne Batista.

Pré-sal: Empresas que quiserem fornecer à Petrobras, terão que se instalar no país, avisa Dilma Rousseff


Segue para a militância petista uma excelente entrevista da ministra Dilma sobre o pré-sal

Principal responsável pelo modelo de exploração de petróleo na camada pré-sal, enviado pelo governo ao Congresso na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu a mudança da lei que destina o pagamento de royalties apenas aos Estados produtores de óleo e gás. Nesta entrevista ao Valor, ela disse que o tema não é da alçada do governo, mas sugeriu que o Congresso deve mudar a legislação para beneficiar todos os Estados e não apenas os sete que recebem esses recursos atualmente.

Dilma deixou claro, também, que, nas áreas de pré-sal a serem leiloadas daqui em diante, não haverá pagamento de participações especiais. “Mandamos nossa proposta ao Congresso sem mexer na regra atual de royalties, não porque achamos que não tenha que mexer, mas porque consideramos que essa discussão terá de ser feita no Congresso”, revelou.

Ela argumentou que o Estado do Rio de Janeiro, cujo governo é o que mais tem se queixado da mudança nas regras, já vai se beneficiar dos royalties e participações especiais das áreas licitadas do pré-sal (29% do total) pelo modelo de concessão.

Mais descansada, depois de passar duas noites em claro antes do anúncio das regras do pré-sal, ela rebateu, com veemência, as críticas feitas ao conteúdo nacionalista e estatizante do modelo proposto pelo governo, assegurou que as empresas estrangeiras terão interesse em investir no Brasil e avisou que quem quiser fornecer equipamentos à Petrobras, operadora única do pré-sal, terá que produzir no Brasil.


A seguir, a íntegra da entrevista :

Valor: Por que a senhora está tão segura do modelo do pré-sal?

Dilma Rousseff: Porque o que estamos propondo não é algo que não seja usual. Não é possível tratar essa questão com o primarismo com que estão tratando. Além disso, não usamos um modelo único. Combinamos dois modelos, o que até um marciano entende. Se a área é de baixa rentabilidade e alto risco exploratório, é concessão; se a área já foi concedida, é concessão, não se mexe porque sempre respeitamos contratos. O que tem baixo risco exploratório e alta rentabilidade, é partilha. O que ficar no meio será decidido pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). O modelo de partilha nos permite controlar as reservas. O controle não é para tributar mais ou ter mais participação especial. É para controlar o ritmo da produção, ter uma parte da produção na sua mão e ter acesso ao que é o ‘filé mignon’ da renda petrolífera.

Valor: O regime de partilha só existe em países pobres e sem democracia. É um bom modelo para o Brasil?

Dilma: É a política a responsável pelo empobrecimento dos países produtores de petróleo. É a importação a qualquer custo de sondas, equipamentos e navios, como fizeram no Brasil no passado. Quando chegamos ao governo, importava-se tudo da Coreia e de Cingapura. Havia também proibição para investir em refinarias e petroquímica. Não somos um país condenado por qualquer razão a importar todos os equipamentos, como faziam antes. Isso não é correto nem no regime de concessão. Pelo contrário, somos um país que tem que aproveitar e dizer para as empresas que querem pegar nosso petróleo: ‘Vamos criar empresas aqui e criar empregos para os brasileiros.’ Por que não criticam a Noruega por ter feito isso? Ela criou uma política industrial que tornava obrigatório o conteúdo nacional. Lá é concessão com ‘joint venture’ e, claro, o dedo do rei. O processo é totalmente sem licitação.

Valor: O modelo não diminui o interesse dos investidores privados?

Dilma: Não estamos propondo uma coisa absurda, que não seja do conhecimento das empresas. Elas sabem que é assim a regra do jogo. Estamos estimando uma reserva substantiva e o acesso a ela é estratégico. Hoje, 77% das reservas internacionais de petróleo estão nas mãos de estatais e apenas 7% sob controle de empresas privadas. Ter acesso a reservas é o único jeito de valorizar o patrimônio de uma empresa internacional. O que entra no balanço, e que faz com que a empresa tenha acesso a financiamentos para seus investimentos, é a quantidade de reserva que ela pode registrar no seu portfólio. O que acontece é que, num país como o nosso, que vai ter regra do jogo estável, as empresas privadas internacionais não são loucas de falar que não vão vir. As empresas não ideologizam. Elas sabem que quem detém a reserva quer a renda.

Valor: O que garante que as empresas terão acesso a grandes quantidades de petróleo?

Dilma: Temos três campos quantificados na área do pré-sal. Iara é de 2 a 4 bilhões de barris. Tupi é de 5 a 8 e Parque das Baleias, de 1,5 a 2 bilhões. Se uma empresa tiver acesso a 10% de tudo isso, terá 1,4 bilhão de barris. Ora, se tiver 400 milhões já tem que dar graças a Deus.

Valor: Por que o governo optou por capitalizar a Petrobras com petróleo das franjas do pré-sal?

Dilma: O que estamos dando é dinheiro. Os 5 bilhões de barris é dinheiro sob a forma que mais interessa às empresas. E dará à Petrobras capacidade de alavancagem. Com os 5 bilhões, ela poderá ter acesso a reservas de petróleo não concedidas. Quando um banco olhar para os números, verá o potencial da empresa. O preço do barril no subsolo está entre US$ 5 e US$ 15. O banco vai olhar tudo que a Petrobras tem de riqueza para explorar, refinar e exportar. Isso dará fôlego à empresa nos próximos dez anos. Se precisar, capitalizaremos mais, a partir do processo de unitização num campo de pré-sal isolado, por exemplo.

Valor: Não seria mais eficaz capitalizar pelo método tradicional, via Tesouro? Não seria mais eficaz

Dilma: Não queremos gastar dinheiro, botar dinheiro na frente.

Valor: Por causa do pré-sal, o governo pretende capitalizar também o BNDES?

Dilma: Não discutimos nada disso. O que discutimos nós mandamos para o Congresso. Não vejo por parte da Fazenda nenhum interesse em fazer uma nova capitalização do BNDES até porque o banco ainda não gastou a capitalização feita este ano, de R$ 100 bilhões. Por outro lado, a Petrobras conseguiu captar US$ 31 bilhões (cerca de R$ 58 bilhões), incluindo o dinheiro do BNDES e junto a bancos e aos chineses, que colocaram US$ 10 bilhões. Isso cobre os investimentos até 2013.


Valor: Os acionistas minoritários vão poder usar o FGTS para acompanhar o aumento de capital da Petrobras?

Dilma: Não. Eles vão poder aumentar a participação, mas não com cotas do FGTS.

Valor: Por que não?

Dilma: Porque tira liquidez do Fundo.

Valor: Como operadora única do pré-sal, a Petrobras vai poder subcontratar outras companhias?

Dilma: Isso não está na lei, então, enquanto não houver veto, ela pode fazer parcerias. Mas será a operadora única. Nenhuma das empresas está sozinha. Elas contratam prestadoras de serviço, como a Halliburton.

Valor: O governo vai exigir conteúdo nacional dos fornecedores?

Dilma: Estamos tendo um crescente conteúdo nacional. Hoje, está em cerca de 65%. Não produzimos ainda módulos compressores porque não temos tecnologia. Se uma empresa estrangeira quiser fornecer para a Petrobras, ela tem que saber que tem que entrar e ficar aqui. No pré-sal, vamos fazer uma política industrial absolutamente clara para as empresas. Está sendo elaborada pelo BNDES e as empresas estrangeiras também vão ter que ter conteúdo local.

Valor: Como a senhora responde à crítica de que o modelo proposto é estatizante e nacionalista?

Dilma: Vejo que ele implica maior controle do Estado brasileiro sobre a sua riqueza. Nesse sentido, se quiser chamar de estatizante, que chame. Nós achamos que a questão não é essa.

Valor: Qual é a questão?

Dilma: É possível ter maior controle sobre a nossa riqueza e ao mesmo tempo definir regras claras para as empresas internacionais participarem. Queremos, sim, maior controle sobre a nossa riqueza e que não haja dúvida sobre isso. Se é nacionalista querer que a maior parte dos recursos sirva ao país, então, nós também queremos.

Valor: O que se diz é que o novo regime não vai atrair as petrolíferas.

Dilma: Essa história vai durar pouco. Por que elas vão para a Venezuela, onde o contrato é de serviço; para a Rússia, que é concessão e partilha; para o Cazaquistão, Arábia Saudita, Líbia, onde 95% do petróleo é do governo? Essa coisa, tradicional no Brasil, de criar constrangimentos para o país fazer uma política em seu próprio benefício, alegando que não é atrativo para investidores, não se sustenta sob argumento algum. A diferença entre concessão e partilha é que, na concessão, eu não acesso a renda petrolífera, a não ser com imposto e participação especial e, ao fazê-lo, não controlo minha produção; na partilha, acesso o grosso da renda petrolífera e, ao fazê-lo, controlo o ritmo de produção e posso utilizar isso para fazer uma política de alianças internacionais, considerando o papel geopolítico do petróleo.

Valor: De que forma?

Dilma: Fingir que o petróleo não tem aspectos geopolíticos é absolutamente ingênuo. Falar que o mercado de petróleo internacional é o reino da livre concorrência é esquecer recentemente a invasão do Iraque, a estruturação da Opep (cartel dos países produtores) e, um pouco mais recentemente, a forma pela qual a Rússia trata a questão petrolífera. Olhar isso de uma forma ingênua só traz um benefício: a defesa das empresas internacionais porque elas não irão a público falar isso. Não irão!

Valor: Que acordos internacionais o Brasil pode fechar a partir do pré-sal?

Dilma: Nos últimos tempos, o (ministro Edison) Lobão tem participado de discussões internacionais. Esteve na Arábia Saudita, na China, na Rússia. A primeira pergunta feita a ele é: ‘Como eu acesso o pré-sal?’. Na Arábia Saudita, a maior detentora de reservas de petróleo do mundo, a Saudi Aramco quis saber como fazer uma parceria no pré-sal. A China, idem. Nós ainda vamos ver que parcerias internacionais que faremos porque vamos ficar, na Petro-sal, com uma parte expressiva do petróleo para exportar.

Valor: A história mostra que no Brasil os condomínios políticos se apropriam das empresas públicas que, não raro, viram fonte de corrupção. Por que não será assim com o novo modelo?

Dilma: Porque ele tem um sistema de pesos e contrapesos. Há várias camadas de controle.

Valor: Quais?

Dilma: A primeira é a exigência de capacidade técnica na escolha de uma empresa para participar da licitação, como já é hoje no modelo de concessão. Se deixássemos isso livre, financeiras e bancos poderiam entrar nas licitações. Para entrar, tem que ser do ramo. A segunda camada de controle é o comitê operacional, do qual faz parte a Petro-sal.

Valor: Qual será a missão da Petro-sal no comitê?

Dilma: Ela vai ficar de olho no custo do óleo. A forma pela qual se pode reduzir a parte da União na partilha de petróleo é aumentar, de forma artificial, o custo de extração. Então, a Petro-sal existe para controlar o custo do óleo e ver como é que os participantes dos consórcios estão decidindo os programas de investimento e qual é o ritmo da produção. Acima dessas camadas de controle, está a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Valor: A ANP perderá força?

Dilma: A ANP continuará fazendo o que já faz. Hoje, o consórcio se reúne, aprova um plano de investimentos e o leva para a ANP. Isso está mantido. No novo modelo, a Petro-sal é obrigada, inclusive, a pegar informações dos consórcios e repassá-las à ANP. Isso é importante, porque, no modelo, a Petro-sal está no nível dos agentes participantes dos consórcios. Não há o risco de a Petro-sal influenciar. Na verdade, o risco que corremos é o de a Petro-sal ser influenciada pelos agentes.

Valor: A senhora acha que pode haver risco de captura?

Dilma: É óbvio. A assimetria de informações é imensa. A força não é da Petro-sal. O conhecimento e o poder da União, vis-à-vis ao das empresas, é completamente assimétrico. Hoje, já o é em relação à Petrobras. É por isso que a Petro-sal tem que ser uma empresa altamente qualificada.

Valor: Com poder de veto?

Dilma: Hoje já é assim nos comitês operacionais dos campos explorados pelo regime de concessão. As empresas assinam acordos estabelecendo que cada uma tem poder de veto nas decisões do consórcio. No caso da Petro-sal, nós colocamos isso na lei.

Valor: Como única operadora dos campos do pré-sal, a Petrobras ditará os custos de extração. Na medida em que é também investidora, não haverá conflito de interesses?

Dilma: Hoje, também já é assim. A Petrobras é operadora e investidora da maioria dos campos. A Esso também é operadora e investidora. O que a ANP já exige, no regime de concessão, é que a operadora do campo tenha, no mínimo, 30% dos consórcios. Isso é para evitar que, na hipótese de ela ter menos de 30%, retire a sonda de um campo e coloque em outro em que a sua participação societária é maior. Portanto, há várias regras no modelo da partilha que já vigoravam no de concessão.

Valor: Por que fortalecer tanto a Petrobras?

Dilma: Na área de exploração de petróleo em águas ultraprofundas, precisamos ter o controle dessa tecnologia e ter um certo conhecimento da plataforma que se vai explorar. A Petrobras tem as duas coisas. Não temos por que fazer o nosso modelo sem levar em conta o papel estratégico que a Petrobras construiu ao longo da história. Não posso fingir que não vi por razões ideológicas de, entre aspas, livre mercado nenhum. Não estou ferindo nenhuma norma. Estou simplesmente reconhecendo que tenho uma variável estratégica sob o controle da União e da nação brasileira que se chama Petrobras. Nem por isso a gente vai achar que a regulação não tem que ser feita. O olho da União no pré-sal será a Petro-sal, que vai olhar para todo mundo, inclusive, a Petrobras.

Valor: Por que ficar de olho na Petrobras, se ela vai ser a operadora única e é uma estatal?

Dilma: Não podemos nos esquecer que há muitos interesses comuns entre a Petrobras e as empresas privadas internacionais.

Valor: A ANP não poderia ser o olho da União?

Dilma: A Petro-sal é o governo, portanto, ela está num nível menor de controle do processo. É aí que entra a ANP, que é o segundo contrapeso. Nós conseguimos construir uma agência reguladora, que é uma outra vantagem do Brasil. A ANP sabe que mantivemos intacto o poder dela.

Valor: Como distinguir o papel da ANP e o da Petro-sal no novo modelo?

Dilma: A ANP é uma agência do Estado. A Petro-sal é uma empresa que funcionará como agente da União e será regulada pela ANP. A vantagem desse modelo é que ele tem flexibilidade, capacidade de ajuste e uma imensa articulação institucional, que permite o controle do processo.

Valor: Por que o Tesouro vai poder investir nos campos, via fundo social?

Dilma: Quando chegamos à discussão do fundo social, vimos que um dos investimentos do fundo que pode ser rentável é a exploração de petróleo no pré-sal. Então, colocamos essa possibilidade na lei para não ter que modificá-la daqui a dez anos. Em algum momento, no futuro, há a possibilidade de a União ter dinheiro para investir. Na Noruega, pode. A União investe diretamente via SDFI (sigla em inglês de interesse financeiro direto do Estado).

Valor: A riqueza do pré-sal está a 300 km da costa brasileira. É justo que os royalties sejam distribuídos preferencialmente entre os atuais Estados produtores?

Dilma: Mandamos nossa proposta ao Congresso sem mexer na regra atual, não porque achamos que não tenha que mexer, mas porque consideramos que essa discussão terá de ser feita no Congresso. Isso não está na nossa alçada. É preciso levar em consideração que o Rio de Janeiro está mantendo intacto o que já recebe na concessão e nas áreas já concedidas do pré-sal (29% do total).

Valor: Como a questão pré-sal vai ser tratada na campanha eleitoral de 2010?

Dilma: Você não acha que eu vou responder essa pergunta…

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"A Bahia passa por uma transição política. Agora somos um Estado Republicano"


Entrevista do ex-presidente estadual do PT e ex-deputado federal, Josias Gomes ao site Bahia on-line do jornalista ilheense Mauricio Maron.





Ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores e ex-deputado federal, Josias Gomes não tem receio de falar o que pensa, mesmo que para isso não receba a aprovação de determinados setores do seu próprio partido.

Nesta entrevista exclusiva concedida ao Jornal Bahia Online, Josias analisa o governo Wagner, condena a falta de habilidade dos petistas na eleição de Salvador que desencadeou a briga do PMDB com o PT e diz que o partido não está equivocado ao defender o presidente do Senado, José Sarney.

Josias Gomes ainda acusa a imprensa brasileira de armar um complô contra o Partido dos Trabalhadores, criando factóides e denúncias sem procedência. “Veremos este tipo de atitude até a eleição”, revela nesta entrevista concedida ao editor do JBO, Maurício Maron. Uma entrevista imperdível, diga-se de passagem, onde também fala sobre o “Mensalão” e a desfiliação do médico Ruy Carvalho, com quem esperava fazer uma “dobradinha” no sul da Bahia, em 2010.

O que efetivamente diferencia o governo de Jaques Wagner dos seus antecessores?


Posso assegurar que o governo do companheiro Wagner trouxe uma novidade para a política baiana que é a introdução de um conceito, que é imaterial, naturalmente, longe das pessoas, mas que todos sentem. É o conceito de República. Na Bahia, as instituições até certa época, funcionavam como sendo pessoas. Agora estamos consolidando estas instituições, podendo dizer que somos um Estado Republicano. E isso não é uma coisa qualquer. As pessoas têm direito às críticas, aos elogios e às preferências, sem perseguição alguma. Os recursos passam pelas Prefeituras do PT e do DEM sem nenhuma discriminação por que é assim que um governo Republicano tem que atender. Entendemos, inclusive, que ainda há muito a ser feito. Mas se você quiser comparar qualquer número nosso com os dos governos passados nós, sem dúvida, estaremos à frente.

Há setores da sociedade que acham que, analisando o início e o atual momento do governo, se alguém saiu perdendo sob o ponto de vista político foi o sul da Bahia, que começou com três secretários de estado e hoje possui apenas um. Qual sua opinião sobre isso?

Todo governo precisa de acomodação. Se você observar, o critério de quantidade é importante. A região tendo secretários da própria região, o olhar sobre ela é, sem dúvida, muito mais agudo. Porém este não é e nem poderá ser um critério uno. É claro que nós vamos torcer sempre para a nossa região. Mas a Bahia é um estado de uma grandeza extraordinária. Sim, aí você me diz: “e o que eu tenho a ver com outras regiões?”. Posso garantir, no entanto, que as questões que dizem respeito a esta região elas são muito bem tratadas. A despeito de termos apenas um secretário hoje (Edmon Lucas, da Integração Regional), não há nenhuma falta de solução de continuidade às propostas que o governo tem para cá. Na hora que foi preciso, por exemplo, a secretaria estadual de Saúde se deslocar para resolver o problema da dengue em Itabuna, isso foi feito. O secretário passou uma semana em Itabuna. Passou o tempo necessário para que houvesse o socorro.

“Na Bahia, as instituições até certa época, funcionavam como sendo pessoas. Agora estamos consolidando estas instituições, podendo dizer que somos um Estado Republicano. E isso não é uma coisa qualquer.”

O que faltou ao perfil dos políticos regionais que já não estão mais lá?

Preciso dizer uma coisa. O Geraldo (Simões, ex-secretário de Agricultura) teve um desprendimento muito grande ao colocar seu cargo à disposição do governador para que houvesse uma recomposição do governo no momento em que estava sendo iniciada uma crise política com o PMDB, que era o mais importante aliado nosso. Esse fato é que deve ser louvado pela região. De ter políticos que ainda que estejam bem posicionados nos seus status, possam abrir mão de um cargo importante para contribuir com uma recomposição do governo, permitindo que continuássemos ampliando a nossa base para além da base que elegeu o governador Wagner.

Qual sua opinião sobre esta crise do PMDB com o PT na Bahia?

No primeiro momento eu fui um dos que trabalharam enormemente para que tivéssemos a aliança consolidada na eleição de Salvador. Julgava que esta era a decisão acertada. E o governador também pensava assim. Infelizmente o PT de Salvador não aceitou a unidade. Foi ali que começaram os problemas entre nós e o PMDB. O partido foi pra cima, conseguiu eleger João Henrique, elegeu também um bom número de prefeitos pelo interior e, na visão do PMDB, estas circunstâncias o credenciavam a vôos mais altos na relação com o PT. Foi um momento complicadíssimo esse. Nós estamos atravessando uma fase de transição na política baiana. Aquele mandonismo, aquela forma de gerenciar a política perdeu espaço para uma nova forma de se relacionar na política. E é neste momento que todos temos que ter a paciência de entender que naquele momento era fundamental manter a aliança com o PMDB. Eu sou daqueles que entendem que esta aliança seria muito importante. Somos o quarto estado em número de eleitores e a aliança com o PMDB faria um bem enorme às costuras nacionais que vamos ter com o PMDB para sustentar a eleição da companheira Dilma (Roussef) no primeiro turno. É também bom que se diga que o governador, em momentos que antecederam o rompimento, foi daqueles que declararam publicamente que tinha um enorme prazer de continuar com o PMDB na aliança. Mas o ministro Geddel concluiu que havia chegado a hora do rompimento. E isso não foi bom. Nem para o PMDB, nem para nós que estamos atravessando esta transição.

“Geraldo (Simões, ex-secretário de Agricultura) teve um desprendimento muito grande ao colocar seu cargo à disposição do governador para que houvesse uma recomposição do governo no momento em que estava sendo iniciada uma crise política com o PMDB.”


O pior é que a recomposição recebe críticas do próprio PT, partido do governador, que se acha injustiçado enquanto vê adversários históricos ocupando cargos importantes.

As alterações que ocorreram foram no sentido de consolidar um novo bloco político com os partidos que estão aceitando estar conosco. Agora já surgem setores da imprensa que dizem que os partidos não são tão importantes quanto as pessoas. Essa discussão é um negócio que vai e volta. Tem hora que importa mais as pessoas, tem hora que importa mais os partidos. O importante salientar é que o governador Jaques Wagner chamou para si a responsabilidade de recompor a base de sustentação do governo e eu digo que é uma das mais brilhantes tarefas políticas que o governador empreendeu nestes últimos tempos. Claro que o PT, como partido que lidera este caminho, pretende ter um espaço maior neste processo. Mas julgo que é uma discussão que está em curso. Não vejo isso como uma razão para revolta de parte do PT, como você diz. O PT quer ganhar a eleição, conquistar espaços, eleger deputados, das mesma forma que os aliados também. Isso é fato. O importante é que o núcleo político do governo consiga trabalhar as diferenças e produzir um consenso que é o que nos importa para garantir a reeleição do governador Jaques Wagner.

“Estamos atravessando uma fase de transição na política baiana. Aquele mandonismo, aquela forma de gerenciar a política perdeu espaço para uma nova forma de se relacionar.”

O PT não se entende nem internamente. Vai ter disputa interna pela executiva estadual. Tudo o que o governador não queria que acontecesse neste momento.

Felizmente o PT é um partido que tem vida própria. Hoje a principal liderança do partido é o governador. Ele fez um apelo e as principais lideranças das diversas correntes acataram o chamamento para a unidade. Mas a direção do PT às vezes extrapola estes acordos. E, hoje, o que surpreende são algumas candidaturas laterais. Nenhuma dessas chapas alternativas que se colocaram é originária de correntes nacionais. São agrupamentos sub-regionais e algumas delas com características muito regional mesmo. Acho que o mérito está em saber que 95 por cento do PT da Bahia vai estar unido em torno do companheiro Jonas (Paulo, atual presidente). É um momento de muita unidade no PT. E eu te digo: isso é a prova que a maturidade do Partido dos Trabalhadores é fantástica, a despeito de parte da imprensa ainda continuar querendo pregar a desunião, o desacordo. Mas eles têm que encontrar outros argumentos para apresentar a desunião. Por que agora não tem.

“O importante é que o núcleo político do governo consiga trabalhar as diferenças e produzir um consenso que é o que nos importa para garantir a reeleição do governador Jaques Wagner.”

Voltando à crise com o PMDB. Não faltou uma mãozinha do presidente Lula para resolver o problema antes do rompimento?

É difícil para uma questão estadual conduzi-la para o âmbito nacional. Na política há diferenças em vários estados e não apenas na Bahia. Então essa questão não pode ser colocada desta forma: “por que o Lula não agiu mais ou menos”? Ora, se ele tivesse que fazer isso na Bahia, teria que fazer também em outros estados, nas bases dos outros ministros. O acerto do jogo político no estado deve-se a nós próprios.

“É um momento de muita unidade no PT, a despeito de parte da imprensa ainda continuar querendo pregar a desunião, o desacordo. Mas eles têm que encontrar outros argumentos para apresentar a desunião. Por que agora não tem.”

Vamos tocar em um assunto mais regional: a saída do médico Ruy Carvalho do PT de Ilhéus. O que o senhor acha desta decisão?

Lamento. Uma figura histórica, um passado brilhante na política de Ilhéus. Foi uma das pessoas que tivemos a possibilidade de dirigir Ilhéus. Agora, são momentos da vida as pessoas. E as decisões estão aí para ser tomadas. E ele preferiu um outro caminho político. Que tenha sorte na nova escolha.

Falava-se muito numa dobradinha do senhor com ele em 2010. Com a saída dele, como fica a reconstrução deste projeto político no PT de Ilhéus.

Esse debate nós vamos começar a fazer a partir de agora. É claro que nós temos uma base sólida de apoio na cidade de Ilhéus, fruto do trabalho que construí na legislatura passada, quando fui parlamentar. E esse trabalho evoluiu politicamente na medida em que somos hoje um partido em Ilhéus com três vereadores. Aumentamos as votações para presidente da República, para governador e mesmo isso sendo em parte reflexo da militância e do trabalho que vem sendo feito, é também fruto das ações concretas que eu pude executar aqui quando fui deputado federal. Há um trabalho pensado, um conjunto de lideranças locais que continuam nesta mesma trilha e tenho convicção de que nós não deixaremos de ter uma excelente votação em Ilhéus por tudo que as lideranças e o meu trabalho fizeram pela cidade.

“Outras crises vão ser produzidas até as eleições. Não tenha dúvida. Nós do PT vamos ter que ter muitos nervos de aço por que a imprensa não vai deixar de fabricar feitos como este”.

O tempo todo nesta entrevista o senhor fala do comportamento da Imprensa. Aliás, sua queixa com a imprensa vem desde quando o senhor foi denunciado no esquema do Mensalão, fato de grande repercussão nacional...

... O PT tem sido vítima quase que freqüente de ataques da imprensa. E a relevância que se dá a determinados episódios com os quais nós passamos tem sido constante. Aquela crise em 2005, o “Mensalão”, de forma difusa se produziu um impacto na sociedade. E aqui não estou querendo abstrair os erros que cometemos. Mas é a amplificação que se dá à crise, aos problemas. Agora mesmo estamos às voltas com três crises. A da Receita, a imprensa consegue manter por mais de 15 dias uma discussão se uma superintendente da Receita entrou ou não entrou no Palácio, falou ou não falou com a ministra Dilma. Tem a Crise do Mercadante, que tem a ver com a crise do Senado, e a CPI da Petrobrás. Você observe que no caso da Petrobrás, a CPI perdeu o foco, primeiro por que a ação que motivou a CPI, que era a sonegação de imposto, não passou de uma má fé de uma imprensa que não teve a devida responsabilidade com os seus leitores. Ora, o que está por trás disso tudo? É que no ano que vem o PT apresenta-se à sociedade como o governo que mais contribuiu para o sucesso econômico e político da nação. Digo uma coisa: outras crises vão ser produzidas até as eleições. Não tenha dúvida. Nós do PT vamos ter que ter muitos nervos de aço por que a imprensa não vai deixar de fabricar feitos como este.


“Vejo na defesa do PT a Sarney uma tarefa política, não tem nada de antiético do PT ou de quem quer que seja”.


Mas a postura do PT em defesa do presidente do Senado, José Sarney, recebe críticas da sociedade e divide até mesmo o próprio partido...

... Não tem divisão do partido. Agora mesmo você observe a posição do (Ricardo) Berzoini (presidente nacional do PT) em defesa do senador e da posição de que Aloísio Mercadante tinha que se manter como líder da bancada. Não houve uma crítica dos 85 membros do diretório nacional, de nenhum membro do diretório estadual, de nenhum senador e de nenhum deputado. Criticas que digo no sentido de questionar a posição do PT. A fala destoante de um ou de outro isto é parte do processo. A discordância em relação à posição do PT é que não houve. Vejo na defesa do PT a Sarney uma tarefa política, não tem nada de antiético do PT ou de quem quer que seja, por que não é disso que se trata. Nós sabemos bem ao longo dos últimos anos quem dirigiu o senado. E os problemas estão sendo apurados como tivessem surgido agora. Isso não é verdade. A imprensa brasileira sabe muito bem o que se passa no Congresso. E agora vindo à tona com a virulência que a imprensa que fazer não podemos esperar que as coisas aconteçam. A população tem que saber que foi a maioria do PSDB e do DEM que impediu a continuação da CPMF, que tinha uma incidência direta de apoio e atenção aos mais pobres. E quem pagava eram os ricos. Eles cometeram um crime contra os pobres do Brasil. Este grupo está impedindo o desenvolvimento do País e vem com esse discurso de ética. Isso aí a gente topa discutir em qualquer fórum, em qualquer instância, por que não há um partido mais ético, com condições morais no Brasil, do que o Partido dos Trabalhadores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Desmontando a farsa


Mais um factóide desmontado pela verdade.

A entrevista do ex-presidente da Receita Federal Everardo Maciel ao jornalista Bob Fernandes do Portal Terra desmascarou de uma vez por todas a mídia comprada e golpista dos grandes jornais e TV nacionais, a repercussão na internet é enorme e a senhora Lina Vieira já não tem mais como sustentar as mentiras que relatou no Senado a semana passada.

Veja a seguir a entrevista



Coluna Bob Fernandes - Terra magazine

Bob Fernandes

O pernambucano Everardo Maciel mora há 34 anos em Brasília. Foi secretário executivo em 4 ministérios: Fazenda, Educação, Interior e Casa Civil, e foi Secretário da Fazenda no Distrito Federal. Everardo é hoje consultor do FMI, da ONU, integra 10 conselhos superiores, entre eles os da FIESP, Federação do Comércio e Associação Comercial de São Paulo e é do Conselho Consultivo do Conselho Nacional de Justiça.

Mas, nestes tempos futebolísticos, às vésperas de 2010, com tudo o que está no ar e nas manchetes e, em especial, diante do que afirma Everardo Maciel na entrevista que se segue, é importantíssimo ressaltar que ele foi, por longos 8 anos, “O” Secretário da Receita Federal dos governos Fernando Henrique Cardoso.

Dito isso, vamos ao que, sem meias palavras, afirma Everardo Maciel sobre os rumorosíssimos casos da dita “manobra contábil” da Petrobras - que desaguou numa CPI -, da suposta conversa entre a Ministra Dilma Rousseff e a ex-Secretaria da Receita Lina Vieira e da alardeada “pressão de grandes contribuintes”, fator que explicaria a queda na arrecadação:

- Não passam de factóides. Não passam de uma farsa.

Sobre a suposta manobra contábil que ganhou asas e virou fato quase inquestionável, diz o ex-Secretário da Receita Federal de FHC:

-É farsa, factóide… a Petrobras tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.

E o caso Dilma/Lina?

- Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal. Se era banal deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era grave deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.

E a queda na arrecadação por conta de alardeada pressão de grandes contribuintes?

-Farsa, factóide para tentar explicar, indevidamente, a queda na arrecadação.

Sobre essa mesma queda e alardeadas pressões, Everardo Maciel provoca com uma bateria de perguntas; que ainda não foram respondidas porque, convenientemente, ainda não foram feitas:

- Quais são os nomes dos grandes contribuintes, quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi inciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte no Brasil que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? A Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras?

Com a palavra Everardo Maciel, Secretário da Receita Federal nos 8 anos de governo Fernando Henrique Cardoso:

Terra Magazine - Algo perplexo soube que o senhor, Secretário da Receita Federal por 8 anos nos governos de Fernando Henrique Cardoso, não tem a opinião que se imaginaria, e que está nas manchetes, editoriais e colunas de opinão, sobre o caso das ditas manobras contábeis da Petrobras, agora uma CPI?Everardo Maciel - Independentemente de ter trabalhado em qualquer governo, meu compromisso é dizer a verdade que eu conheço. Então, a verdade é que a discussão sobre essa suposta manobra contábil da Petrobras é rigorosamente uma farsa.

Uma farsa, um factóide?
É exatamente isso. Farsa, factóide. E por quê? Porque não se pode falar de manobra contábil, porque a contabilidade só tem um regime, que é o de competência.

Traduzindo em miúdos, aqui para leigos como eu….Eu faço um registro competência… quer dizer o seguinte: os fatos são registrados em função da data que ocorreram e não da data em que foram liquidados. Por exemplo: eu hoje recebo uma receita. Se estou no regime de competência, a receita é apurada hoje. Entretanto, se o pagamento desta receita é feito no próximo mês, eu diria que a competência é agosto e o caixa é setembro. Isso é competência e caixa, esta é a diferença entre competência e caixa, de uma forma bem simples.

Cabe uma pergunta, de maneira bem simples: então, Secretário, há um bando de gente incompetente discutindo a competência?
Eu não chegaria a fazer essa observação assim porque não consigo identificar quem fez essas declarações, mas certamente quem as fez foi, para dizer o mínimo, pouco feliz.

Por que o senhor se refere, usa as expressões, “farsa” e “factóide”?
Vejamos: farsa ou factóide, como queiram, primeiro para explicar indevidamente a queda havida na arrecadação. Agora, a Petrobras, no meu entender, tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares. Para especialistas.

Então por que todo esse banzé no Oeste?
Não estou fazendo juízo de valor sobre a competência de ninguém, mas, neste caso, para o governo, me desculpem o trocadilho, o que contava era o caixa. E o caixa caiu. Para tentar explicar por que a arrecadação estava caindo, num primeiro momento se utilizou o factóide Petrobras. No segundo, se buscou explicações imprecisas sobre eventuais pressões de grandes contribuintes, às vezes qualificados em declarações em off como financiadores de campanha. Entretanto, não se identificou quem são esses grandes “financiadores de campanha” ou “contribuintes”. Desse modo, a interpretação caiu no campo da injúria.

O senhor tem quantos anos de Brasília?
Não consecutivamente, 34 anos. Descontado o período que passei fora, 30 anos.

Diante desse tempo, o senhor teria alguma espécie de dúvida de que o pano de fundo disso aí é a eleição 2010?
Eu acho que nesse caso, em particular e em primeiro lugar, o pano de fundo era a sobrevivência política de uma facção sindical dentro da Receita.

Seria o pessoal que o atormentou durante oito anos?
Não todo tempo. E de qualquer sorte, de forma inócua.

Sim, mas me refiro para o que reverbera para além da secretaria,do que chega às manchetes… os casos da Petrobras, um atrás do outro.Todos esses casos são, serão esclarecidos, e acabam, acabarão sendo esquecidos, perderão qualquer serventia para 2010. São factóides de vida curta. Depois disso chegamos à terceira fase do factóide.

Mais ainda? Qual é?
Aí vem a história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da casa civil, Dilma Rousseff, e a secretária da receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal.

Sim, e aí?
Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.

À parte suas funções conhecidas, de especialista, por que coisas tão óbvias como essa que o senhor tá dizendo não são ditas? Já há dois meses essa conversa no ar sem que se toque nos pontos certos, óbvios…Eu não sei porque as pessoas não fazem as perguntas adequadas…

Talvez porque elas sejam incômodas para o jogo, para esse amontoado de simulacros que o senhor aponta? Quais seriam as perguntas reveladoras?
Por exemplo: quais são os nomes dos grandes contribuintes, quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi inciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte no Brasil que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? Ainda uma outra pergunta: a Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras? Respostas a isso permitiriam lançar luz sobre os assuntos.

Última pergunta, valendo-me de um jargão jornalístico: trata-se então de um amontoado de cascatas?Não tenho o brilhantismo do jornalista para construir uma frase tão fortemente elegante e esclarecedora, mas, modestamente, prefiro dizer: farsa e factóide. Ao menos, no mínimo, algumas das coisas que tenho visto, lido e ouvido, não passam de factóides. Não passam de uma farsa.

Terra Magazine

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Interesses inconfessáveis rondam marco do pré-sal


Vários interesses se cruzam nessa discussão que ocupa o governo e bons espaços na mídia sobre o pré-sal e o novo marco regulatório que vai normatizar sua exploração e produção.

Há os da oposição, de adiar ao máximo a votação e a decisão sobre o novo marco regulatório, para os quais contam com apoio, é óbvio, do partido da mídia, de seus comentaristas e articulistas.


Há os das multinacionais e da indústria do petróleo. Elas querem investir e exportar petróleo para seus países de origem - Estados Unidos à frente - que precisam de fontes seguras e permanentes de abastecimento. Multis e indústria petrolífera preferem o atual marco regulatório que permite grandes lucros e a apropriação da nova renda que o pré-sal viabiliza.


O PSDB evita expor suas lideranças e, por meio de articulistas, comentaristas e alguns ex-auxiliares do governo FHC, tem defendido o atual modelo e sua manutenção, o que significa transferir para as empresas e seus acionistas o extraordinário volume de dinheiro gerado pelo pré-sal.


O governo quer um novo marco regulatório, uma empresa para administrar os contratos, um fundo social para organizar a aplicação da nova renda do petróleo, e por fim uma nova regra para pagar os royalties e a participação especial para os Estados e municípios.

Independente dos vários interesses em jogo está certo o governo na linha em que encaminha o novo marco regulatório do pré-sal.

A renda desse petróleo deve ser apropriada pela nação e pelo Estado, para investimentos no seu desenvolvimento educacional e tecnológico, e de sua infraestrutura social e econômica, começando pela mudança das matrizes de transporte urbano, energética e ambiental.


Apesar de ser simples e mais do que necessária, a nova regulação vem sendo atacada a pretexto de uma provável fuga dos investidores com o novo modelo, o que tem sido sistematicamente desmentido pelo interesse das empresas estrangeiras e nacionais na exploração do pré-sal.

Mantega: com recuperação econômica, Brasil terá novo ciclo de desenvolvimento


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta segunda-feira (24) sua avaliação de que a economia brasileira está deixando a crise de forma antecipada e previu que o Brasil deve terminar o ano com de 600 mil a 800 mil novos empregos.
Em uma exposição sobre como o país enfrentou a crise econômica global, o ministro reafirmou que a economia brasileira estava bem preparada antes do abalo global e que por esse motivo o país é um dos primeiros a exibir uma recuperação.

"O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Já estamos deixando para trás os índices negativos de crescimento", afirmou Mantega durante abertura de um seminário econômico.

"Já estamos no limiar de um novo ciclo de desenvolvimento. Tivemos um ciclo de 2003 a 2008 e estamos preparados para outro", disse o ministro, acrescentando que apenas 32% da população brasileira sentiram os efeitos da crise.

De acordo com o ministro, a inflação este ano ficará abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5% e tem margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ele também afirmou que déficit nominal no final do ano será de 2,2% ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Mantega disse ainda que o Brasil está entre os países que menos precisaram gastar em pacotes de estímulo econômico para sair da crise e citou o volume das reservas internacionais para exemplificar a recuperação da economia. Segundo ele, o país entrou na crise com US$ 250 bilhões em reservas internacionais e este mês chegou a US$ 213,7 bilhões.

O ministro também voltou a creditar a expansão do crédito por parte dos bancos públicos como fator importante para ajudar o país a sair da crise, na contramão dos bancos privados, que, segundo o ministro, "foram conservadores" na oferta de crédito.
"Se não fossem os bancos públicos, a recuperação da economia brasileira teria sido muito mais demorada", afirmou.

Globo perde audiência, poder econômico e político



A TV Globo, ao declarar guerra à TV Record, acabou dando um tiro no pé, conseguindo chamar atenção para a concorrente, e perdeu audiência.


Durante o domingo, a Record conseguiu a liderança de audiência em diversos horários.
Segundo os índices prévios da Grande São Paulo, o Domingo Espetacular chegou a vencer o Fantástico por 22 a 16 pontos.



O Reality Show "A Fazenda", superou a meta que a Record havia estabelecido: passou dos 30 pontos, chegando a 32 pontos contra 9 da Globo, a maior diferença na história da Record sobre a concorrente.


O filme “A Era do Gelo”, também ocupou a liderança isolada com 14,5 pontos.


Durante todo o Domingo, na média SP, a Record conseguiu audiência muito próxima à da Globo:


Globo: 15,9

Record: 12,5

Sbt: 8,1

Band: 2,6

RedeTv: 2,2

Cultura: 1,1


Nesta segunda, na programação matinal a Globo caiu para o terceiro lugar às 10hs. A Record atingiu o dobro da audiência da Globo no Rio de Janeiro, e quase o dobro em SP.


9:59 Sp



Record: 8,4

Sbt: 6,6

Globo: 4,8



Rio 10:01



Record 12,0

Sbt 9,4

Globo 6,1


O que o povo ganha com a briga dos Marinho com Macedo? Ou o que programas de entretenimento como reality show, Gugu, Faustão afeta a política nacional?


A Globo perde poder econômico, político, e capacidade de manipular eleições.


Ao dividir a audiência, dividirá também as verbas do mercado publicitário (tanto público como privado), e perderá poder econômico.


Ao ter telejornais competindo de igual para igual, perde o monopólio da "formação da opinião pública", e a capacidade de exercer lobby e manipulação política.


Fica mais complicado esconder notícias, que o concorrente levará ao ar, pois acabará perdendo mais audiência do que perdeu, quando o telespectador se dá conta que está sendo mal informado. Fica mais complicado não dar direito de resposta, pois a resposta será conseguida no concorrente.


A Globo sempre atuou em simbiose com o poder. Trocava apoio político na linha editorial por acesso privilegiado aos cofres públicos. A Globo sempre ajudou a eleger "amigos" e depois recebia seu quinhão em troca do apoio ao governo, seja através de anúncios superdimensionados (como a propaganda da SABESP em rede nacional), seja através de empréstimos generosos, concessões indevidas, facilidades nos ministérios para si, e imposição de dificuldades para a concorrência.

O esquema da Globo de simbiose com o poder federal desandou com a eleição de Lula. Ela tenta recuperar com a eleição de Serra.



Com menos audiência, e com a Record nos calcanhares, a Globo vai continuar manipulando até 2010 para tentar eleger Serra, mas terá mais dificuldade em convencer, terá que ser mais sutil, uma vez que haverá um noticiário de contraponto, com audiência de peso.


Por outro lado, por mais que a Record cresça, nunca conseguirá ter o poder que teve a Globo no passado, e por isso não corremos o risco de trocar um monopólio privado por outro.


Hoje existe a internet como fonte de informação, e a cada mes mais brasileiros ingressam na rede, e a usam com fonte de informação, reduzindo a influência da TV. A TV digital, também criará, a médio prazo, um ambiente de diversidade de canais gratuítos semelhante às TV's por assinatura, incluindo os canais públicos e comunitários.



Os movimentos socais pela democratização dos meios de comunicação, também se mobilizam e conquistam apoios oficiais no governo federal. É certo que haverá conquistas, em maior ou menor escala, dependendo da pressão popular.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reunião da Executiva Municipal


Companheiras (os),Convocamos todos os membros para a reunião da CEM ILHÉUS, já agendada no calendário anual, a ser realizada no dia 08/08/2009 às 9:00h na sede do PT-Ilhéus, cuja pauta será a seguinte:


01 - Novas filiações;

02 - PED/2009;

03 - Substituições membros da CEM;

04 - O que ocorrer.


Saudações PeTistas,

Elieser Barros Correia

Presidente PT-Ilhéus


Mário Alves Amorim

Sec.-Org. PT-Ilhéus

Denúncia contra a corrupção tucana de Yeda Crusius derruba palanque de Serra e Aécio no sul




A denúncia do Ministério Público Federal contra a governadora Yeda Crusius e mais 7 pessoas de seu esquema político, deu choque de indigestão nas campanhas dos presidenciáveis demo-tucanos. Complicou o palanque no Rio Grande do Sul para o candidato tucano, seja Serra, seja Aécio.

A Crise do Senado Brasileiro



O paradoxo do barbeiro de Sevilha diz que o barbeiro de Sevilha faz a barba de todos os sevilhanos, que não fazem a própria barba. Pergunta-se: o barbeiro de Sevilha faz a sua própria barba?


Essa pergunta veio à tona acompanhando o noticiário bombardeando o PT e Lula pela (suposta, no caso do partido) defesa da manutenção de Sarney na presidência do Senado. Essa idéia de que só o Planalto pode salvar Sarney é interessante, porque o Planalto (e o PT) é fundamental para derrubar Sarney.

Sarney tem base eleitoral em unidades federativas muito pobres, que necessitam do Estado para quase tudo. A maioria das populações do Maranhão e do Amapá dependem do Estado para ter saúde, educação, segurança, previdência, eletricidade, inclusão social, infra-estrutura... Esse tipo de dependência de investimentos estatais possibilitou a existência de oligarquias políticas no Nordeste – a região mais pobre do país, ao longo de todo o século XX.

Como a família Sarney construiu sua força política nesses estados sob a condição de oligarcas, sempre estiveram vinculado ao governo central, por absoluta dependência deste. Foi assim na ditadura militar – quando Sarney era da ARENA e foi governador biônico, na redemocratização – quando ele virou presidente por eleição indireta, e nos governos FHC e Lula – quando ele foi aliado do Planalto na condição de presidente do Senado ou liderando o PMDB.

Ocorre que a mantença de uma oligarquia baseada na indústria da seca, no controle dos meios de comunicação, no voto de cabresto, na perseguição às oposições etc., encontra limites no desenvolvimento destes estados. Estes deveriam manter-se pobres para que “seus representantes” tivessem demanda perante o governo e fosse buscar recursos.

Como o Governo Lula trouxe desenvolvimento sócio-econômico para o Nordeste, com geração de emprego e renda, programas sociais que impulsionaram as economias locais, maior abertura para os movimentos sociais e as oposições, trouxe também as condições para que as oligarquias fossem varridas do mapa. Até 2006, os estados nordestinos eram governados, quase todos, pelo PMDB e pelo DEM (antigo PFL), não coincidentemente os partidos que governam o Senado há mais de uma década.

Nas eleições de 2006, com o novo momento representado pela assunção do PT à presidência, essas elites reacionárias foram expulsas dos governos nordestinos: o PT elegeu três governadores, o PSB mais três, o PDT dois e o PSDB, (que representa uma direita mais liberal em contraposição ao DEM , oligarca) dois. Ou seja, os partidos de esquerda e progressistas afinados com o governo Lula venceram a maior parte das eleições.

No Planalto, Sarney encontra a sua sobrevivência e a sua destruição. Esta permanente, e aquela temporária. Pergunta-se: o barbeiro de Sevilha faz a sua própria barba?

Essas transformações se dão mais lentamente no Senado. A Casa Alta do parlamento brasileiro é a casa das elites mais reacionárias, das oligarquias mais dantescas, desde que se instaurou a república no Brasil. Os barões do latifúndio, beneficiários da monarquia, encontraram um abrigo no Senado para manter, ao menos, uma parte do poder que estavam perdendo para as burguesias e classes médias urbanas.

Desde então, pela sua estrutura onticamente conservadora, pelos privilégios dos mandatos de oito anos e suplentes não eleitos, pelas eleições personalistas e baseadas no poder econômico e midiático, e pela relação privilegiada com o planalto (refém dos senadores), a câmara alta abriga gente do nível de Sarney, Roseana, Mão Santa, Garibaldi Alves, Kátia Abreu, José Agripino, César Borges, ACM Pai e Junior, entre outros políticos altamente reacionários, via de regra detentores de grandes propriedades rurais e monopolizadores das grandes empresas de comunicação em seus estados.

E isso não é privilégio nosso. Conforme anotou o professor Dalmo Dallari em recente entrevista, mesmo nos países de economia mais avançada, o Senado sempre tem origem reacionária como nos EUA (cuja criação foi exigida pelos latifundiários das colônias do Sul) e na Inglaterra (onde o povo elege seus representantes na Câmara dos Comuns e os Lordes ficaram com o Senado para eles). É bom lembrar que até o governo trabalhista de Tony Blair, os lordes tinham mandato vitalício e outros privilégios.

As grandes empresas monopolistas de comunicação estão pressionando furiosamente para a derrubada de Sarney da presidência. Como Sarney é brigado com Serra e defensor ardoroso de Lula e Dilma, derrubá-lo seria uma mão na roda para o projeto Serra presidente.

Mas quem substituiria Sarney e “moralizaria” o Senado? Garibaldi de novo?

O problema não se encontra na figura de Sarney, porque, como diria Raulzito, você mata uma e vem outra em seu lugar. A crise é do Senado, um quartel de elites patrimonialistas em contraste com o desenvolvimento econômico e político vivido no país. As práticas clientelistas vivenciadas ali sobreviveram ao longo do século XX porque neste a regra era a ditadura.
A democracia liberal é uma necessidade do desenvolvimento das sociedades burguesas.

Parece-me óbvio que os senadores do PT devem se posicionar nesta crise, defendendo reformas no funcionar da casa, mas denunciando a cretinice da oposição pela responsabilidade que tem nisso, já que o DEM possui a Secretaria-Geral do Senado há anos.

Mas o conjunto do PT, das esquerdas, dos movimentos sindical e demais movimentos sociais devem aproveitar a oportunidade para denunciar a existência do Senado em si. O Senado é uma instituição de manutenção, que impede o desenvolvimento social e econômico do país e age contra as forças democráticas e populares. A sua existência serve como escudo protetor das elites, principalmente daquelas mais atrasadas.

Extinguir esse bunker da burguesia mais anacrônica deve ser o foco das forças democráticas e populares nesse momento. E temos uma chance de ouro para fazê-lo.

Vinicius da Silva – advogado do SENGE-BA e do SINARQ-BA, professor da Faculdade de Direito da UFBA

Governo Lula reajusta valor da Bolsa Família



Brasília - O Diário Oficial da União de hoje (31) publica o decreto presidencial que reajusta o valor do benefício do Bolsa Família em 9,68%.

O valor básico do benefício passa para R$ 68, contra R$ 62 do último reajuste, e o benefício variável – pago de acordo com o número de crianças – passa de R$ 20 para R$ 22. O benefício vinculado aos adolescentes, que era de R$ 30, passa para R$ 33 por adolescente, até o limite de R$ 66 por família. No primeiro caso, o reajuste foi de 9,68% e nos demais, de 10%.

A partir do dia 1º de setembro, 11 milhões de famílias atendidas pelo programa poderão sacar os valores já alterados. O reajuste corresponde ao aumento de preço dos alimentos que ocorreu nos últimos meses e foi feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

O Decreto 6.917 publicado hoje revoga os decretos 6.491, de junho de 2008, e 6.824, de abril deste ano e passa a vigorar a partir de hoje (31).

O Bolsa Família atende às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, caracterizadas pela renda familiar mensal per capita entre R$ 70 e R$ 140,00. Os valores anteriores variavam entre R$ 60 e R$ 120, respectivamente.

fonte: Agência Brasil .

Desemprego no Brasil é menor que na Europa, diz Meirelles




O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse, nesta quarta-feira (5), que o Brasil atingiu, pela primeira vez, um nível de desemprego abaixo do registrado na Europa. A afirmação foi feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Durante a audiência, o ministro apresentou gráficos que mostram a evolução do emprego desde 2002 no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.


Os dados apontam que, após ter subido, em razão da crise mundial, a taxa de desemprego no Brasil recuou, enquanto na Europa, continua crescendo. No Brasil, o desemprego chegou a 9% em março deste ano e caiu para 8,1% em junho. Na Europa, a taxa era de 9% em março e subiu para 9,4% em junho. Nos Estados Unidos, o índice era de 9,5% em junho, também acima do registrado no Brasil (ver quadro). Segundo o ministro, o nível atual de desemprego no País é mais alto que 2008, antes da crise econômica, mas é menor que o registrado em 2007.


Os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em julho pelo Ministério do trabalho e Emprego, mostram que, no mês anterior, foram criados 119.495 empregos com carteira assinada no Brasil. No primeiro semestre do ano, o saldo positivo foi de 299.506 novos postos de trabalho. O resultado significa o quinto mês consecutivo de expansão do emprego formal no País, que tem 32.292.808 trabalhadores com carteira assinada.


Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o Brasil está em posição de destaque com relação aos outros países. “Entre todos os países do G-20, o Brasil é o único com saldo positivo de empregos. O poder de compra, alavancado com o bom crescimento do salário médio dos brasileiros ao longo dos últimos anos, é que está promovendo a continuação da produção, que movimenta a economia”, destacou Lupi. O ministro afirma que, no segundo semestre do ano, haverá uma retomada mais intensa no número de contratações.

Brasil - evolução do Índice de Gini (IPEA) Acesse: Desigualdade e Pobreza no Brasil

Uma excelente notícia: levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que no primeiro semestre deste ano, a desigualdade no país caiu 4,1%, o que comprova a eficiência das políticas sociais implantadas pelo presidente Lula e das medidas adotadas por seu governo no combate à crise internacional.

Com base no índice de Gini - medidor da desigualdade social desenvolvido pelo estatístico Corrado Gini em 1912, que oscila de 0 a 1 (quanto menor, maior a distribuição de renda) - o IPEA revela que em junho de 2009, o país atingiu 0,493 pontos, o menor nível já alcançado desde 2002. E mais, nos últimos sete anos (em todo o governo Lula), a desigualdade social diminuiu 7,6%.

Em declaração ao Estado de S. Paulo, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann pondera que se "de um lado, a crise se manifestou de forma mais concentrada no setor industrial - que geralmente paga os melhores salários - de outro lado, temos a proteção da renda na base da pirâmide social brasileira, com aumento do salário mínimo e políticas de transferência de renda previdenciárias e assistenciais".

Frente à crise internacional - a pior dos últimos cem anos - o levantamento do IPEA é a prova concreta do que venho falando neste blog: é incontestável a eficácia das medidas do governo federal frente à crise e, sobretudo, de sua atuação contínua e sem tréguas no combate de um dos maiores problemas brasileiros, a desigualdade social.
O levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre a redução da taxa da pobreza no país revela que nas seis maiores regiões metropolitanas do país nos últimos sete anos (2002/2009) quatro milhões de brasileiros deixaram a pobreza absoluta, cuja taxa despencou 26,8% no período.

Concretamente, isso equivale a dizer que em Belo Horizonte, 600 mil pessoas deixaram a pobreza - queda de 35,5%; em Porto Alegre, 400 mil, queda de 33,6%; e no Rio de Janeiro, 1,4 milhão de pessoas, - 31,2%.

Abaixo da média nacional de 26,8%, mas também com queda na pobreza estão São Paulo com 1,3 milhão de pessoas (-25,2%); Salvador, 200 mil (-23,9%); e o Recife, 100 mil pessoas (-14,1%).

Assim, hoje, a taxa de pobreza nessas regiões equivale a 31,1% (da população) e atinge 14,5 milhões de pessoas. Em 2002, era de 42,5% da população e atingia 18,5 milhões.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Seis candidatos a presidente e nove chapas disputam a direção nacional do PT


Seis candidatos a presidente e nove chapas irão disputar a Direção Nacional do PT no PED 2009, que acontece em 22 de novembro deste ano.
As composições das chapas serão divulgadas nos próximos dias. O prazo para alteração de nomes inscritos termina em 4 de agosto. Também nos próximos dias entrará no ar, pelo Portal do PT, uma página eletrônica especial com tudo sobre o PED.
Confira abaixo quem são os candidatos à presidência do partido e as chapas inscritas, em ordem alfabética:
Candidatos à presidência nacional do PT
Geraldo Magela Pereira, do Distrito Federal
Iriny Lopes, do Espírito Santo
José Eduardo Cardozo, de São Paulo
José Eduardo Dutra, de Sergipe
Markus Sokol, de São Paulo
Serge Goulart, de Santa Catarina
Chapas
Contraponto
Esquerda Socialista
Mensagem ao Partido
Movimento: Partido para Todos
Movimento Popular
O Partido que Muda o Brasil
Partido para Todos: Unidade na Diversidade
Terra, Trabalho e Soberania
Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo

Durou pouco?


Em junho estávamos em recessão ou em maio não estávamos mais? O leitor que tire a suas conclusões: estava certa a Folha em noticiar em manchetes garrafais uma "recessão" que praticamente todos os analistas econômicos já sabiam ser apenas "técnica"? Ou será que o jornalão exagerou na chamada para o cenário catastrófico pelo qual o Brasil passaria e que pelo visto já tinha terminado quando a manchete foi publicada? Você, caro leitor, decide!

FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre ética e telefonam para Sarney

A falta de caráter do tucanato não tem limites e não para de se superar.Agora FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre Sarney, e telefonam para o presidente do Senado, em gesto de "solidariedade", segundo informa o Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo).Aquela conversa do PSDB se guiar pela ética, acima da política real, era só brincadeirinha.Um dia depois do PSDB declarar guerra ao PMDB e pedir a cassação de José Sarney, o alto tucanato procurou ontem o presidente do senado, para assoprar, depois de morder.FHC telefonou do Rio, a caminho de Fortaleza, e falou só com Marly.
Aparentemente, Sarney recusou-se a conversar com o dono do iFHC.Já Aécio, Serra e Alckmin falaram com Sarney.Segundo aliados do PMDB, todos se esforçaram para limitar o problema "à bancada do Senado" (a emenda é pior do que o soneto, pois soa como chamar Sarney de idiota).No telefonema, Serra lembrou que a mãe, Serafina, gostava muito de Marly (mulher de Sarney).Humm... Fico imaginando o que pensou Sarney, a respeito do filho da ... D. Serafina.
Sarney deveria ter gravado, e exibir essas gravações no plenário do Senado, para mostra o cinismo demo-tucano que assola a imprensa.Aécio Neves, esteve pessoalmente com Sarney. Apesar de ter se exposto e ter feito declarações públicas em defesa de Sarney, Aécio é o mais maquiavélico de todos, pois não interferiu no processo, nem mesmo censurou o PSDB do Senado, em momento algum.O PSDB age como aqueles torturadores na sala de tortura, onde a tropa de choque de Serra e FHC faz o papel de mau, torturando fisicamente, outro (Aécio, e agora até os dissimulados Serra e FHC) faz o papel de bonzinho que se reveza, aliviando a tortura, para aproximar-se da vítima e abrir um canal de conversação com ela.

Lula e Dilma estarão em Piraí (RJ), primeira cidade a ter um notebook por aluno


Piraí, uma das cidades digitais pioneiras, se tornará a primeira cidade do mundo a distribuir notebooks para todos os alunos e professores da rede pública de ensino.Para formalizar a ação, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estará amanhã (31) na cidade, acompanhado de diversas autoridades.Na ocasião, será feita a entrega simbólica de notebooks para 20 alunos, cada um representando uma escola municipal, na Praça de Santana, às 9 horas, conforme informa "A voz da cidade".


A solenidade contará com a presença do governador Sérgio Cabral (PMDB), dos ministros Fernando Haddad (Educação) e Dilma Rousseff (Casa Civil), do vice-governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito Arthur Henrique Gonçalves Ferreira, o Tutuca (PMDB).Esta será a segunda etapa do programa, que é a vertente educacional do Projeto Piraí Digital.A experiência teve início em 2007, quando Piraí foi um dos quatro escolhidos pelo governo federal para implantar o piloto do projeto Um computador por aluno (UCA), que recebeu vários prêmios internacionais.


Os outros escolhidos foram São Paulo, Palmas e Porto Alegre.Piraí teve sucesso na experiência e os números apresentados pelo colégio escolhido – o Ciep Municipalizado Professora Rosa da Conceição Guedes dão conta que na unidade a evasão escolar, depois do início do projeto, caiu para menos de 1%. A média nacional é de 26%. O Ideb, que mede a qualidade de ensino, subiu de 2,4 para 4,8. A matrícula na escola cresceu de 87 alunos em 2005 para cerca de 600 hoje.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Desemprego recua e renda do trabalhador cresce 3% em junho, mostra IBGE


A taxa de desemprego no Brasil caiu pelo terceiro mês seguido e ficou em 8,1% da população economicamente ativa em junho, abaixo dos 8,8% verificados em maio, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta taxa é a menor desde dezembro, quando havia ficado em 6,8%. Em junho do ano passado, a desocupação estava em 7,8%.O levantamento é realizado em seis regiões metropolitanas do país, das quais Salvador tem a maior taxa e Porto Alegre a menor.


O contingente de trabalhadores com carteira assinada ficou em 9,5 milhões, número 2,2% maior que em maio do ano passado.


O rendimento médio ficou em R$ 1.312,30 e não variou em relação a maio. Esse valor, por outro lado, é 3% superior ao verificado no quinto mês de 2008.Entre os setores pesquisados pelo IBGE, o de Educação, Saúde e Administração Pública se destacou e subiu 2,3% em relação a maio e 4,6% comparado a junho de 2008.No segmento industrial, não houve variação em relação a maio, mas registrou queda de 5% sobre junho do ano passado.


Por regiões, na passagem de maio para junho, o nível de desocupação apresentou leve mudança em Salvador, saindo de 12,1% para 11,2%. Em Belo Horizonte, a taxa de desemprego partiu de 6,7% para 6,9%. No Recife, foi de 10,5% para 10,2%. No Rio de Janeiro, a taxa deixou os 6,6% para 6,3%. Também houve abrandamento em São Paulo (10,2% para 9%) e Porto Alegre (6,1% para 5,6%).Uma pesquisa divulgada pelo Banco Central no mês passado mostra que mesmo com a crise, o Brasil deve fechar 2009 com nível de desemprego bem menor do que a média global, e até melhor do que média anterior à crise mundial.


Segundo o órgão, a taxa de desemprego deve ficar em 7,6%, acima dos 6,8% de 2008, mas bem inferior à média de 9,3% de 2007, e ainda abaixo dos índices (acima de um dígito) projetados para economias desenvolvidas no ano."O pico da taxa desemprego deve ocorrer em julho, em 9,8%", explicou o diretor de Política Econômica do BC, Mario Mesquita, "mas deve voltar a declinar", disse.

Aloizio Mercadante: 'Eles vieram para ficar'

artigo - Aloizio Mercadante
Entre outubro de 2008 e abril deste ano, já em plena crise, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas grandes cidades brasileiras
"A pobreza é a pior forma de violência." (Gandhi)

Durante muito tempo eles foram esquecidos pelas políticas públicas. Quase invisíveis, sua existência praticamente só era lembrada na esteira dos debates sobre a violência urbana. Dizia-se que eles teriam de esperar, que era necessário fazer crescer o bolo para depois reparti-lo. Vítimas de gigantesco apartheid social, eles eram vistos como um grande problema, não como parte necessária da solução para um Brasil justo e próspero. Eram não cidadãos que ainda não tinham chegado, de fato, ao nosso país.

Entretanto, nos últimos anos eles têm chegado e mudado a cara feia da desigualdade brasileira. Graças ao ProUni, que já distribuiu centenas de milhares de bolsas de estudo, eles estão chegando, com bom aproveitamento, ao ensino universitário, ampliando as suas oportunidades no mercado de trabalho.
O Luz Para Todos já conectou mais de 2 milhões de residências à rede elétrica e ao século 20. Muitos já estão se conectando também ao século 21, graças aos incentivos para a compra de computadores e ao programa de implantação de banda larga nas escolas públicas. É estratégica a sua chegada à sociedade de consumo e ao mercado de trabalho.
O Bolsa Família, erroneamente criticado como eleitoreiro por aqueles que sempre encararam o nosso apartheid social como algo a ser corrigido automaticamente pelo crescimento econômico, já atende a mais de 11,3 milhões de famílias, contribuindo para tirar milhões da miséria e, por meio da manutenção das crianças na escola, aumentar as oportunidades econômicas e sociais das novas gerações de brasileiros. Além disso, o salário mínimo, que já vinha se recuperando, aumentou seu poder real de compra em 45% entre maio de 2003 e janeiro de 2009, beneficiando 42 milhões de pessoas. Essas políticas sociais, somadas à grande expansão do crédito popular e à geração de cerca de mais 8 milhões de empregos formais, foram decisivas para que o PIB per capita crescesse 20%, e a massa salarial, 17% nos últimos seis anos.
O resultado mais significativo, no entanto, foi a redução da pobreza e a incorporação de milhões de brasileiros ao mercado de consumo. Cerca de 17 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a ser participantes ativos da construção do país. E a renda dos 50% mais pobres cresceu num ritmo chinês: 32%, duas vezes mais do que o aumento da renda dos 10% mais ricos, o que fez diminuir, pela primeira vez em muito tempo, a concentração dos rendimentos no Brasil. Assim, o desenvolvimento brasileiro recente, ao contrário do de outros períodos históricos de crescimento, foi inclusivo e criador de cidadania.
Crescemos repartindo renda e criando oportunidades para muitos. Dessa vez, o bolo cresceu sendo distribuído. Mais do que isso: a redução da pobreza e a distribuição de renda foram funcionais ao crescimento econômico. Com efeito, embora a boa conjuntura da economia internacional tenha dado contribuição relevante ao crescimento, o fortalecimento do mercado interno jogou papel significativo em sua consolidação. Mas, se o fortalecimento do mercado interno foi importante para a consolidação do desenvolvimento recente, na crise ele será decisivo para manter um patamar mínimo de dinamismo econômico.
Dados da OMC (Organização Mundial do Comércio) já mostram uma queda de 31% no comércio internacional no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Estados Unidos, União Europeia e Japão, as principais economias desenvolvidas, vêm sendo profundamente afetados pela crise e enfrentarão penosa e lenta retomada, pois assumiram pesados déficits públicos para amenizar a recessão. Portanto, o Brasil não poderá contar tão cedo com novos estímulos externos ao seu desenvolvimento, mesmo sendo grande produtor de commodities agrícolas -cujos preços não foram muito afetados pela crise- e futuro exportador de derivados de petróleo. Nos próximos anos, nosso desenvolvimento terá de escorar-se, essencialmente, no mercado interno. Assim, é vital manter as políticas de redução da pobreza. Felizmente, mesmo a recessão mundial não parece afetar essa tendência recente.
Conforme o IBGE, entre outubro de 2008 e abril deste ano, já em plena crise, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas grandes cidades brasileiras. Um dado fantástico. Um dado que mostra que eles não apenas estão chegando, mas que vieram para ficar. Ficar num Brasil bem mais sólido, próspero e justo. Um país crescentemente livre da principal forma de violência.

Mercadante tem no Senado o apelido de ‘MarcaDADOS’. É merecido. Esse artigo é muito feliz, pois coloca em evidência coisas que parecem simples, mas que fazem uma enorme diferença para a grande maioria da população Brasileira. Não me canso de lembrar uma matéria do Globo, no período eleitoral de 2006. Quando perguntado em quem iria votar, um sertanejo respondeu para o repórter que em Lula.
Questionado sobre o motivo, disse simploriamente, "a minha vida melhorou uns 30%". Melhorar 30% partindo daquela miséria descrita na matéria pode parecer pouco para quem olha daqui de cima, do 'Sul Maravilha'. A minha vida, do ponto de vista econômico e social, não melhorou 30%. Para aquele sertanejo parece que sim e de certa forma ele construiu um elo com a dinâmica que tornou isso possível. Mais do que os 30% difíceis de serem mensurados, se apegou à esperança. Na última sexta-feira, no Jornal da Globo, em uma matéria sobre o programa 'Minha Casa, Minha Vida', assisti talvez ao maior elogio que alguém poderia fazer ao governo Lula.
O Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Imobiliário (SECOVI), João Crestana, nem teve essa intenção quando disse que "Nós estamos em um momento muito feliz. Hoje o nosso próprio trabalhador, pedreiro, carpinteiro pode comprar um imóvel que ele ajuda a construir". Quantas vezes não ouvimos a esquerda colocar como termômetro para a desigualdade social, o fato de que os trabalhadores não podiam usufruir das riquezas que ajudavam a construir. Mercadante tem razão, 'eles vieram para ficar' e, modestamente, me orgulho muito disso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ministra Dilma debate clima e biocombustível com Barack Obama


O debate sobre mudança de clima e biocombustível deve ser o tema principal do encontro que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os membros do 4ºFórum de CEOs (executivos-chefes) Brasil-Estados Unidos têm previsto com o presidente norte-americano, Barack Obama, nesta terça-feira (21), em Washington. A reunião marca o segundo encontro de Dilma e Obama. O primeiro foi em março deste ano, quando a ministra acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca, menos de 20 dias depois da posse do presidente norte-americano.

Técnicos da Receita Federal do Brasil e do Departamento de Comércio dos Estados Unidos tiveram uma reunião por videoconferência, poucos dias antes do fórum de executivos, para adiantar temas que serão abordados na reunião, de acordo com informação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A ministra-chefe da Casa Civil já está no Departamento de Comércio norte-americano, onde acontecem as sessões do fórum.

A quarta edição do fórum começou ontem (20) com um jantar oferecido pelo governo dos Estados Unidos, em um hotel na capital norte-americana. Nesta terça-feira, acontecem as sessões de trabalho com membros dos setores público e privado.

O fórum é composto por 20 altos executivos do Brasil e dos Estados Unidos e de representantes de ambos os governos. Do lado brasileiro, os copresidentes da delegação são a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Os pares do lado norte-americano são o secretário de Comércio, Gary Locke, e o assistente adjunto da Presidência e conselheiro adjunto de segurança nacional para Assuntos de Economia internacional, Michael Froman. Também integram a reunião o presidente da Apex, Alessandro Teixeira, e o secretário-adjunto do Departamento de Comércio dos EUA, Stephen Jacobs.


O fórum foi criado em 2007, em anúncio oficial conjunto feito pelo então presidente George W. Bush e pelo presidente Lula, e tem duas reuniões por ano. O objetivo é fortalecer as relações econômicas entre EUA e Brasil. O comitê de membros do setor privado fornece aos representantes públicos recomendações sobre questões que são importantes para a área corporativa e que poderiam ser estimuladas se contarem com parcerias do governo.

Brasil inicia segundo semestre com dados positivos e Lula aponta 2010 melhor


A economia do país entra no segundo semestre de 2009 ancorada em crescimento do emprego, saldo positivo na balança comercial, retomada da confiança de investidores e recorde de reservas internacionais - os depósitos em dólares no Banco Central bateram na semana passada o nível histórico de US$ 209,57 bilhões.

Na balança comercial, dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento mostram que há superávit (exportações menos importações) de US$ 16,138 bilhões desde o início do ano até a terceira semana de julho. Em mesmo período do ano passado, com 137 dias úteis, dois a mais do que em 2009, o superávit comercial foi menor, de US$ 13,290 bilhões.

O saldo positivo de US$ 16 bilhões da balança deste ano é resultado de exportações de US$ 78,040 bilhões e importações de US$ 61,902 bilhões. No ano passado, as vendas externas somaram US$ 102,488 bilhões e as compras, US$ 89,198 bilhões.

Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda que o governo trabalha com a hipótese de que o Brasil iniciará o ano de 2010 em uma situação "altamente confortável, produzindo bem e vendendo bem".

Ele avaliou que o país vive "um momento importante na economia", mas que é preciso cautela, uma vez que a crise financeira internacional ainda persiste nos Estados Unidos e na União Européia. "Tomamos todas as medidas que tínhamos que tomar para incentivar a economia, facilitar o crédito, incentivar o consumo. O que estamos notando são números expressivos na indústria automobilística, na venda de geladeiras, de máquinas de lavar roupa e de fogões", disse. Para Lula, o comércio brasileiro está "voltando com força".

O presidente Lula lembrou que nos últimos cinco meses o Brasil apresentou crescimento na geração de postos de trabalho com carteira assinada.

Segundo dados do Cadastro Geral de Emprego (Caged), do Ministério do Trabalho, a economia brasileira registrou aumento de vagas com carteira assinada em junho pelo quinto mês consecutivo. Foram geradas no mês passado 119,5 mil vagas formais. A economia brasileira acumula saldo líquido de 299,5 mil novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre e de 390,3 mil no período de 12 meses até junho.

"Esse é o dado mais positivo, porque nós já recuperamos metade dos empregos que nós perdemos na crise. Significa que até o final do ano nós poderemos recuperar tudo que perdemos e começar ter novos ganhos na geração de empregos", destacou o presidente.

Também nesta segunda-feira (20), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que mantém a expectativa de geração de "700 mil novas vagas formais ou mais" no país no segundo semestre, mais que o dobro das 300 mil geradas no primeiro semestre, segundo o Caged. Lupi afirmou que serão 1 milhão de vagas formais geradas em 2009.

Na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), os dados divulgados "são a comprovação que o Brasil está deixando a crise para trás". "A crise demorou para chegar no Brasil e agora o Brasil está servindo de lição para o mundo porque fez sua lição de casa. O governo Lula está de parabéns, estamos todos de parabéns por acreditarmos nessa mudança", disse.

O ministro Lupi afirmou ainda que a esperada aceleração no aumento do emprego formal no segundo semestre vai refletir a reação da indústria e o início da recuperação do mercado internacional. "Vamos juntar a força do mercado interno com a melhoria do mercado externo", disse.


Recentemente, a General Motors confirmou o investimento de R$ 2 bilhões no Brasil até 2012. A GM quer desenvolver uma nova família de veículos voltada ao mercado sul-americano, região considerada estratégica para a montadora norte-americana que procura se recuperar de uma concordata. "É sinal de que as indústrias acreditam na força da economia brasileira", afirmou Lula.


Liderança PT/Câmara (http://www.informes.org.br/)

Petistas discutem história e rumos do Partido em Jornada de Formação


Relembrar a história, discutir o presente e também os rumos do PT num projeto para a sociedade. Esses foram os principais temas presentes na 1ª Jornada de Formação para filiados e filiadas do PT, ocorrida no último fim de semana em Florianópolis. A atividade, realizada em parceria com a Fundação Perseu Abramo, contou com a presença de mais de 100 participantes.


Entre os principais temas debatidos na jornada se destacaram a compreensão da história do PT, sua estrutura de funcionamento, como núcleos, diretórios, setoriais, encontros e congressos, a história das principais Resoluções do Partido, particularmente do 3º Congresso e diretrizes do Projeto Nacional do PT.


“Também abordamos a relação entre o projeto do PT para a sociedade em nível local e o Projeto Nacional, o estímulo à participação nas instâncias partidárias, nos movimentos e outros espaços públicos de participação social”, destaca o secretário de Formação do PT/SC, Allan Alcântara. Ele ainda salientou a importância do estado sediar o primeiro encontro: “serão 10 ao todo em nível Brasil, e tivemos a honra de darmos o ponta pé inicial nesse grande trabalho de formação”.


Para Carlos Henrique Árabe, secretário Nacional de Formação do PT, a maior virtude da jornada é chegar às bases do Partido. Ainda destaca a diferença do PT: “somos um partido diferente. Produzimos e difundimos conhecimento visando a transformação social, e não a dominação. Os encontros da jornada propiciam essa construção coletiva, relembram nossa história e preparam os militantes dentro do nosso modo de pensar e agir, sempre visando o bem social”, diz.


A Jornada ocorre em três etapas. A primeira etapa será regional, prevê a apresentação dos conteúdos e da proposta metodológica de abordagem dos temas para militantes com consolidada experiência de formação e disponibilidade para realizar o calendário das atividades municipais.


A segunda etapa será estadual visando a preparação dos militantes que realizarão as atividades de formação nos municípios, com apresentação e debate dos conteúdos e proposta metodológica (deverão participar secretários (as) municipais de Formação e militantes responsáveis pelas atividades de formação dos filiados nos municípios). A terceira etapa, que será municipal, será a aplicação dos conteúdos diretamente aos filiados. A meta é atingir 100 mil filiados (as) de todo o país ao final da jornada.

Com informações do PT Nacional.

Saldações PTistas

Mário Sérgio
PT Ilhéus

RS: Tarso Genro é escolhido candidato por unanimidade


Sérgio Bueno, de Porto Alegre - VALOR

Aclamado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul depois de receber o apoio dos dois adversários no encontro estadual do PT, ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a vaga de vice ao PDT. Os petistas gaúchos também decidiram buscar a adesão do PSB e do PCdoB para recompor a chamada Frente Popular, e sepultaram de vez as esperanças da direção nacional do partido de incluir o Estado na troca de apoios com o PMDB em favor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.
Para o ministro, a decisão não atrapalha os planos do PT nacional para Dilma porque o PMDB é “muito irregular” no país e em regiões como o Rio Grande do Sul é o “principal adversário” do partido. Além disso, os pemedebistas constituem o “cerne” do governo de Yeda Crusius (PSDB) e no Estado “sempre fizeram coalizões de direita” contra os petistas, explicou. Segundo ele, Dilma terá dois palanques no Estado e não há “objeção” a “qualquer partido” que queira aderir à sua candidatura.
Quando questionado se a defesa do senador José Sarney, do PMDB não poderia desgastar a candidatura da ministra, Genro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um “esforço” para garantir a “estabilidade” necessária à instituição. “Isso não significa solidariedade dele com qualquer erro que alguém tenha cometido”, disse. “Pelo contrário, a Polícia Federal está trabalhando junto com o Ministério Público e a luta contra a corrupção vai continuar, eu permanecendo ou não no ministério”, disse. Ele não fixou prazo para deixar o comando da pasta, mas disse que em 30 dias Lula deve “dar orientação” a respeito.

Genro também evitou comentar a crise que envolve o governo do Estado em diversas denúncias de corrupção, inclusive de uso de recursos de caixa 2 na campanha de 2006 em benefício pessoal da governadora, porque, na condição de ministro, mantém “relações institucionais” com o Executivo gaúcho. “Só vou fazer quando estiver oficializado como candidato”, afirmou. “Não devemos criar polêmicas que atrapalhem os programas federais aqui”.
Genro iniciou a disputa pela indicação do partido com o apoio de correntes como a Democracia Socialista, Esquerda Democrática e PT Amplo. A expectativa dele era vencer com mais de 70% dos votos, mas ontem seus dois adversários, o deputado estadual Adão Villaverde, do grupo Construindo um Novo Brasil, e o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, da Articulação de Esquerda, decidiram apoiar o ministro.

Postado por Luis Favre

Rabat filia-se ao PT que já tem mais de mil membros em Ilhéus


O PT – Ilhéus realizou nesta quarta-feira dia quinze de Julho, concorrido evento de filiação do médico Antonio Carlos Rabat ao partido, Rabat assinou a filiação numero mil na presença de lideranças locais do partido e do filiado numero um, o agricultor Doge. O presidenta estadual do PT, Jonas Paulo e o ex-deputado Josias Gomes representando o diretório nacional, não conseguiram chegar a Ilhéus em virtude de problemas na aeronave que os traria de Salvador.


Entre os presentes o novo filiado foi saudado de forma efusiva por Dr. Ruy, ex-candidato do PT a prefeito de Ilhéus, que afirmou conhecer Rabat e suas qualidades, convidando o novo companheiro para as trincheiras das lutas que se apresentam para breve, como a eleição de Dilma a Presidente da Republica e a reeleição de Wagner ao governo da Bahia.


No ato de filiação de Rabat, diversas personalidades e amigos do médico também assinaram suas fichas de filiação ampliando ainda mais o quadro de filiados do partido que já é o maior de Ilhéus. O presidente municipal do PT, Elieser Correia, o vereador Paulo Carqueja líder do partido na Câmera Municipal e o vereador Alisson Mendonça também saudaram o novo filiado, ressaltando a admiração, o respeito e o carinho que a população de Ilhéus tem por Rabat. O Presidente a da Câmara Municipal, Jailson Nascimento também prestigiou o evento parabenizando Rabat pela escolha do partido e pela vontade de servir a sua terra.


Em seu discurso o novo petista ilheense ressaltou seu encontro com o PT e sua condição de trabalhador, sua admiração pelo partido e sua disposição de somar forças com a turma que já milita na legenda do presidente Lula, Rabat falou também da vontade de servir a sua terra de lutar pelo desenvolvimento de Ilhéus, de fazer de sua militância no PT um caminho para ampliar a participação dos ilheenses na política, encerrando com declaração de apoio a candidatura de Dr. Ruy a deputado estadual.


No mesmo evento a secretaria de comunicação do PT anunciou que colocou no ar o blog oficial do partido www.ptilheus.blogspot.com o primeiro partido da cidade a ter seu próprio veiculo de comunicação.

Secretaria de Comunicação
Ilhéus 16.07.09

terça-feira, 14 de julho de 2009

Rabat é mil


Com a filiação de Rabat ao PT de Ilhéus, somos agora mil petistas filiados em Ilhéus

Valeu Rabat você é mil!

É com muito prazer que nos petistas de Ilhéus recebemos em nosso partido nossos novos amigos e companheiros.


Antonio Carlos Rabat


George Andrade


Danilo Cabral


Sejam bem vindos!

O Pré-Sal é Nosso!


Na semana passada os senadores criaram mais uma CPI desta vez contra a Petrobrás, a justificativa agora é investigar uma fraude contábil, alem de patrocínio a ONGs e eventos.

Quem conhece os bastidores do Congresso Nacional sabe muito bem que este não é o objetivo real desta nova CPI, a tática é a mesma das outras, consiste em aproveitar uma denuncia previamente plantada na imprensa e fazer disso uma arma, cria-se assim as condições necessárias para as chantagens, negociatas e jogos de cena.

Normalmente funciona assim: A revista Veja ou outra qualquer faz uma “denuncia”, os senadores repercutem em Brasília em discursos inflamados, os jornais aprofundam o assunto, normalmente atirando para todos os lados, misturando alhos e bugalhos, logo, aparecem às vestais da moralidade, gente como o jornalista Alexandre Garcia (ex-porta voz da ditadura militar) da Rede Globo, por exemplo, diz falar em nome da sociedade e “exige” investigações “rigorosas”.

No inicio parece dar certo, parte da sociedade se mostra indignada com os “escândalos” e a mídia apresenta novas denuncias que vão alimentando a fogueira montada em Brasília, para o grande público tudo parece real, tem-se a impressão que nossos senadores estão cumprindo seu papel e trabalhando em uma das funções para a qual foram eleitos, investigar o governo.

O que pobres mortais, cidadãos honestos e trabalhadores não sabem é que o ultimo interesse destes senhores são de fato apurar erros, falcatruas ou desmandos, nada disso é levado a sério, até por que em casa de enforcado não se fala em corda, como no velho samba de João Nogueira: “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão...”

Vamos aos fatos reais no que se refere ao chamado objeto de investigação da nova CPI: O primeiro fato tem a ver com uma manobra fiscal que a Petrobrás fez para diminuir o valor pago em impostos no final do ano passado, já foi provado que é completamente legal, amparada por lei complementar e por medida provisória ainda do tempo de FHC, mais de cinco mil empresas no Brasil usaram deste mecanismo no ano passado para diminuir perdas com a crise internacional. Já, as outras denúncias envolvem patrocínio da estatal a ONGs, eventos e atletas, contratos corriqueiramente investigados pelo Tribunal de Contas da União e pela controladoria geral. É provável que existam alguns erros, possíveis desvios ou até mau uso do dinheiro público, nada, porém que não seja fruto de investigações geridas pelos órgãos competentes para isso, como sempre foi.

Os recursos investidos pela empresa nas ações de patrocínio representam menos de um por cento dos recursos totais da Petrobras e contribuem muito para viabilização de projetos sociais, ambientais, esportivos e culturais. É comum ver a marca da empresa em material produzido por entidades de todo Brasil, é uma política de patrocínio extremamente bem conduzida e completamente transparente, basta entrar no site da empresa e escrever seu projeto nos diversos editais que anualmente são abertos, a prestação de contas é rigorosa e quem não cumpre o contratado é penalizado com suspensão de verbas e investigações do Ministério Publico.

O que querem então os nossos senadores? Qual o verdadeiro motivo desta nova CPI? Primeiro querem desviar as atenções das denúncias que estavam desmoralizando ainda mais aquela casa, passagens para parentes, amigos e amantes, por exemplo, mas isso é pouco e o sistema é bruto. O que existe na verdade por traz desta CPI é uma aliança perversa entre parte da mídia nacional (Globo, Folha, Veja etc...), grandes empresas multinacionais e os senadores da oposição (PSDB e DEM) em mais uma tentativa de privatizar a Petrobrás.

Á descoberta dos mega-possos de petróleo na chamada camada pré-sal, colocou a Petrobrás em uma vitrine mundial, a tornou a quarta empresa mais importante do planeta e assanhou novamente a cobiça das grandes multinacionais por nossas riquezas.

A estratégia destas verdadeiras aves de rapina é desmoralizar a Petrobrás para criar um clima propicio a privatização, o jogo será pesado e vai se estender até as próximas eleições. A lógica é simples, nas contas da oposição José Serra será o próximo presidente da republica, vender a Petrobrás e o Banco do Brasil é completar o serviço da privatização que FHC não concluiu.

Este dilema, privatização ou estatização, que influenciou de forma decisiva a ultima eleição presidencial será novamente o tema principal da próxima. Serão duas teses em debate, à direita com os velhos conceitos de neoliberalismo, estado mínimo, desregulamentação jurídica e privatização das empresas publicas versos as teses do governo Lula, que preconiza um estado forte, investimento publico pesado em infra-estrutura, política social de resultados e regras claras para quem quer investir como no caso das parcerias público-privada (PPP).

Neste caso não resta outro caminho ao nosso povo, se não reeditar a vitoriosa campanha do petróleo é nosso! Que no passado mobilizou milhões de brasileiros nas ruas impedido assim a entrega de nosso petróleo as multinacionais americanas, a luta agora é a mesma talvez o que muda é o slogan, vamos as ruas gritar bem alto para que os irresponsáveis destes senadores nos ouçam: O Pré-sal é nosso!

Gerson Marques

PT: Uma trajetória virtuosa


Jonas Paulo

O Partido dos Trabalhadores – PT completa vinte e nove anos de existência, contabilizando conquistas históricas para o povo baiano e brasileiro, que preenche de virtuosismo a sua caminhada, o nosso projeto libertário, radicalmente democrático e humanista, de convicções socialistas.

A afirmação da ética na política, a opção nítida pelos excluídos e os movimentos sociais, a defesa intransigente dos direitos humanos, o meio ambiente, e de políticas afirmativas de combate a discriminação de classe, gênero, raça e orientação sexual, assim com as lutas dos movimentos da juventude e estudantes, são marcas inconfundíveis do nosso Partido.

Para nós a democracia é um valor estratégico, essencial a vida em sociedade e à existência humana. Por isso, temos a nossa gênese nas lutas contra a ditadura militar e pelas liberdades civis, e edificamos o nosso projeto nacional sobrepondo as tentativas das elites de fazerem a transição para um liberalismo excludente e subordinado as potências do Hemisfério Norte.

Derrotamos o neoliberalismo e o País é outro. Imaginemos o Brasil nesta crise protagonizada pelo capitalismo “financeirizado”, com epicentro nos EUA, se em 2002, os neoliberais elegessem o sucessor e estivéssemos hoje na ALCA, em cujo coração está instalada a crise?

E se a sanha privatista que acalentaram os liberais nos anos 90 até 2002, tivesse, como pretendiam, se eleitos, atingido o BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONÔMICA, BNDES, BNB, PETROBRÁS, etc? Hoje não teríamos instrumentos essenciais ao cumprimento do papel indutor do Estado na economia e a política de investimentos em infraestrutura e logística, imprescindível ao crescimento econômico conforme o mundo hoje comprova ser o caminho a seguir, ou seja, de regulamentação do mercado, ao invés de sua divinização, conforme sempre apregoou, a aliança demo-tucana, que diante da hecatombe neoliberal, silencia.

E se o salário mínimo não recuperasse o poder de compra, mantendo-se no patamar ridículo, abaixo de 100 dólares, pois eles diziam que era inflacionário? E se não houvesse um robusto programa de transferência de renda e de micro-crédito, irrigando as economias das pequenas cidades, mais de 60% dos municípios brasileiros e incluindo no circuito econômico milhões de brasileiros, criando um invejável mercado interno de consumo de massas, mudando o perfil das economias regionais?

Na Bahia, também vencemos a ditadura oligárquica e sua política de desmonte das economias regionais, de abandono dos investimentos em infraestrutura. Hoje o Estado com o Governo democrático de Wagner se prepara para crescer no mesmo circulo virtuoso que o Brasil, principalmente com o PAC.

Tentaram, e muito fizeram para nos destruir; a ausência da Reforma Política, que mantém um sistema perverso de relação de poder econômico com a política, procedimento que os conservadores tanto defenderam; foi o mote para a tentativa de aniquilamento do PT pelas elites retrógradas e subservientes.

Vencemos, pela força da nossa militância e daqueles milhões de brasileiros: excluídos, assentados, sem-teto, quilombolas, indígenas, favelados e outros tantos brasileiros (as), ricos e pobres, que querem um País mais igual, e nos ajudaram a alimentar os nossos sonhos e empunhar a nossa bandeira...vermelha!

Jonas Paulo - Presidente Estadual PT-Bahia

Presidente do PT comenta as reações ao discurso de Wagner


Para o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, as reações ao discurso do governador Jaques Wagner na solenidade de entrega de ambulâncias na Sesab preconizam uma disputa de projetos em 2010. “As posições políticas reativas da direita carlista confirmam a tese de que a próxima eleição será polarizada com eles sustentando a privataria tucana contra nosso projeto nacional democrático e popular”, afirma o dirigente.


Ele vê nas declarações dos outros dirigentes uma “tentativa de colocar as suas carapuças no atual governo”, e comenta: “É risível ouvir daqueles oriundos de um coronelismo oligárquico, de um tempo de iniqüidades e de posturas nada éticas em relação ao erário e o patrimônio público, insinuações sobre autoritarismo. Desastroso foi o período que o Estado vivia sob uma ditadura civil, amargando os piores indicadores sociais e sucateamento da infra-estrutura para servir à lógica privatista”.


Diante dessa polarização, o presidente do PT defende a manutenção do arco de aliança com todas as forças que elegeram Wagner e Lula. “Não há espaço para projetos pessoais ou veleidades. A eleição vai decidir para onde caminhará o Brasil pós-crise: se avança na lógica progressista capitaneada por Lula ou retorna ao molde neoliberalista de FHC e Serra”, conclui.